domingo, 2 de agosto de 2009
QUEBRANDO A BANCA
Para essa crítica, convidei alguém cujo gosto para filmes é extremamente bom. Recentemente, o Ivan me apresentou obras interessantes, das quais gostei e me tornei fã, como, por exemplo, Réquiem Para Um Sonho. Não podendo deixá-lo de agradecê-lo por isso, convidei-o para vir aqui participar do Blog, expressando a sua opinião a respeito de uma produção que ele escolheu.
21, 2008, 123 minutos. Drama.
———————————————
O nome 21 ou quebrando a banca, título recebido para a versão distribuída no Brasil, não é propriamente um filme de arte crítica, mas sim um ótimo passatempo para admiradores de cinema em geral. Com um enredo bastante atraente, propicia um suspense que tangencia o suave, além de algumas surpresas que são, digamos, muito bem-vindas.
Vinte e um, também conhecido como blackjack é, segundo o próprio filme, o jogo de cartas mais popular do mundo, consistindo basicamente em somar o maior número de pontos sem que se ultrapasse 21. Quem chega a 21 ou mais, perde!!!
A história é narrada por Ben Campbell, principal personagem e pivô de praticamente todos os acontecimentos relevantes. Ben é um brilhante estudante do MIT (Massachusetts Institute of Technology) que aos 21 anos – coincidência? – por sua incrível capacidade de raciocínio, destaca-se numa das aulas de equações não lineares do professor Micky Rosa e em razão disso recebe um convite um tanto quanto incomum. Certo dia, enquanto estuda compenetrado em uma das gigantescas salas “vazias” do MIT, é abordado por Jimmy Fisher. Levado a uma “saleta” de estudos, vê-se rodeado por Kianna, Choi, Jill Taylor (uma colega de algumas disciplinas por quem nutria um amor platônico), além, é claro, Fisher e o professor Rosa (interpretado por Kevin Spacey). Todos membros de um seleto grupo de alunos escolhidos criteriosamente por Rosa para desenvolver a habilidade de contagem dentro do famoso jogo. O convite que recebera seria para fazer parte de uma equipe que, por ser composta de indivíduos superdotados, tinham a rara competência para dinamizar as probabilidades de eventos com cartas e assim, através de uma linguagem codificada, fazer altas apostas em cassinos de Las Vegas e ganhar muito dinheiro.
Assustado, Ben tenta justificar sua negativa e muito sem jeito, termina por ir embora alegando uma promoção no emprego, onde ganha nada mais que alguns dólares por hora trabalhada, assim como um concurso científico que juntamente a dois outros amigos, estava empenhado havia aproximadamente um ano.
Entre sóis e luas de preocupação em captar dinheiro suficiente para pagamento de sua Faculdade de Medicina em Harvard, na qual tivera sido aceito por notórios méritos, mas que, no caso de não ganhar a bolsa integral Robinson, dada a apenas um aluno por ano, custaria o montante de aproximadamente 300.000 dólares. Diante deste cenário, Ben aceita a “empreitada” e parte nos finais de semana e feriados para Las Vegas.
Durante algum tempo tudo caminha muito bem: ele consegue juntar uma quantia razoável, que guarda no teto de seu quarto na moradia da faculdade; conquista sua amada; cai nas graças de seu tutor por jogar de maneira profissional (não envolvendo emoções) e prover muitos dividendos, mas algo acontece.
Espero que esta ligeira ementa instigue a curiosidade alheia e, portanto, recomendo que assistam ao filme para que tirem suas próprias conclusões.
Ivan
——————————————-
Quando o filme foi lançado, desejei vê-lo no cinema, porém acabei retardando minha decisão e acabei perdendo a oportunidade. Um ano depois, no entanto, sentado no conforto da minha cama, ao lado de ilustres companhias, eu curti as duas horas de uma obra no mínimo interessante. O enredo aborda o envolvimento de um aluno dotado de inteligência no mundo dos jogos, onde, junto com um grupo especial, passa horas fazendo altas apostas e lucrando absurdos com o resultado nos cassinos. Acima, o Ivan explicou bem no que consiste o jogo e deu uma bela amostra do desenrolar da história, então não vejo por que fazê-lo mais uma vez.
A estrutura narrativa é bastante interessante, já que o primeiro evento mostrado é posterior a todos os outros. Logo, a história é contada por flashbacks pelo próprio Ben Campbell. Acredito que o mais curioso a respeito de Quebrando a Banca é o fato de um grupo ter realizado esse mesmo golpe, tendo os roteiristas se baseado nesse evento para criar o filme. Tal acontecimento foi inclusive noticiado nos jornais e revistas, tornando-se um imediato assunto a ser debatido. Não podia deixar de ser tornar uma obra cinematográfica. Eu realmente nãso acredito que haja grandes imperfeições com o decorrer do filme; talvez seja o assunto interessante que prende o espectador e não lhe permite dispersar, atentando para sutilezas como os erros. Porém, ainda que muitas técnicas sejam exibidas, não fica exatamente clara a maneira como eles contam as cartas e como sabem a quantidade de cada valor no baralho. Eu fiquei realmente pensando, procurando uma explicação que eu porventura tenha perdido, mas ao questionar isso com o Ivan, ele confirmou a minha impressão de que isso não é revelado.
Os atores principais dão conta do recado e não deixam a desejar. Kevin Spacey está realmente bem no filme, tanto quanto sempre está em outras produções em que atua. Jim Sturgess, um ator bastante novato, mantém uma atuação firme, mostrando com eficência a transformação que acontece com seu personagem. Os outros atores não são importantes, já que seus personagens tem reles funções; ainda assim, servem para acentuar a modificação comportamental que Ben Campbell sofre. Laurence Fishburne, como usualmente faz, está enfadonho, deixando o espectador suavemente entediado; a parte boa é que, como ele não é um ator de grandes proporções, não consegue interferir no clima.
Eu recomendo que vocês assistam a esse filme, pois ele entretém de maneira agradável. Embora seja um pouco longo para uma história que poderia usar menos tempo para ser mostrada totalmente, o espectador não fica cansado do que vê e aos poucos vai entrando no mundo da sorte e do azar, que no caso dos estudantes, é um mundo de inteligência e ambição. Concordo plenamente com o que o Ivan disse no primeiro parágrafo de sua crítica: nada de arte crítica, apenas um passatempo. Vejam-no.
Luís

criado por Luís/Renan
00:00:33 — Arquivado em: 








