Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

domingo, 2 de agosto de 2009

QUEBRANDO A BANCA

Para essa crítica, convidei alguém cujo gosto para filmes é extremamente bom. Recentemente, o Ivan me apresentou obras interessantes, das quais gostei e me tornei fã, como, por exemplo, Réquiem Para Um Sonho. Não podendo deixá-lo de agradecê-lo por isso, convidei-o para vir aqui participar do Blog, expressando a sua opinião a respeito de uma produção que ele escolheu.

21, 2008, 123 minutos. Drama.

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O nome 21 ou quebrando a banca, título recebido para a versão distribuída no Brasil, não é propriamente um filme de arte crítica, mas sim um ótimo passatempo para admiradores de cinema em geral. Com um enredo bastante atraente, propicia um suspense que tangencia o suave, além de algumas surpresas que são, digamos, muito bem-vindas.

 

Vinte e um, também conhecido como blackjack é, segundo o próprio filme, o jogo de cartas mais popular do mundo, consistindo basicamente em somar o maior número de pontos sem que se ultrapasse 21. Quem chega a 21 ou mais, perde!!!

 

A história é narrada por Ben Campbell, principal personagem e pivô de praticamente todos os acontecimentos relevantes. Ben é um brilhante estudante do MIT (Massachusetts Institute of Technology) que aos 21 anos – coincidência? – por sua incrível capacidade de raciocínio, destaca-se numa das aulas de equações não lineares do professor Micky Rosa e em razão disso recebe um convite um tanto quanto incomum. Certo dia, enquanto estuda compenetrado em uma das gigantescas salas “vazias” do MIT, é abordado por Jimmy Fisher. Levado a uma “saleta” de estudos, vê-se rodeado por Kianna, Choi, Jill Taylor (uma colega de algumas disciplinas por quem nutria um amor platônico), além, é claro, Fisher e o professor Rosa (interpretado por Kevin Spacey). Todos membros de um seleto grupo de alunos escolhidos criteriosamente por Rosa para desenvolver a habilidade de contagem dentro do famoso jogo. O convite que recebera seria para fazer parte de uma equipe que, por ser composta de indivíduos superdotados, tinham a rara competência para dinamizar as probabilidades de eventos com cartas e assim, através de uma linguagem codificada, fazer altas apostas em cassinos de Las Vegas e ganhar muito dinheiro.

 

Assustado, Ben tenta justificar sua negativa e muito sem jeito, termina por ir embora alegando uma promoção no emprego, onde ganha nada mais que alguns dólares por hora trabalhada, assim como um concurso científico que juntamente a dois outros amigos, estava empenhado havia aproximadamente um ano.

 

Entre sóis e luas de preocupação em captar dinheiro suficiente para pagamento de sua Faculdade de Medicina em Harvard, na qual tivera sido aceito por notórios méritos, mas que, no caso de não ganhar a bolsa integral Robinson, dada a apenas um aluno por ano, custaria o montante de aproximadamente 300.000 dólares. Diante deste cenário, Ben aceita a “empreitada” e parte nos finais de semana e feriados para Las Vegas.

 

Durante algum tempo tudo caminha muito bem: ele consegue juntar uma quantia razoável, que guarda no teto de seu quarto na moradia da faculdade; conquista sua amada; cai nas graças de seu tutor por jogar de maneira profissional (não envolvendo emoções) e prover muitos dividendos, mas algo acontece.

 

Espero que esta ligeira ementa instigue a curiosidade alheia e, portanto, recomendo que assistam ao filme para que tirem suas próprias conclusões.

 

Ivan

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Quando o filme foi lançado, desejei vê-lo no cinema, porém acabei retardando minha decisão e acabei perdendo a oportunidade. Um ano depois, no entanto, sentado no conforto da minha cama, ao lado de ilustres companhias, eu curti as duas horas de uma obra no mínimo interessante. O enredo aborda o envolvimento de um aluno dotado de inteligência no mundo dos jogos, onde, junto com um grupo especial, passa horas fazendo altas apostas e lucrando absurdos com o resultado nos cassinos. Acima, o Ivan explicou bem no que consiste o jogo e deu uma bela amostra do desenrolar da história, então não vejo por que fazê-lo mais uma vez.

A estrutura narrativa é bastante interessante, já que o primeiro evento mostrado é posterior a todos os outros. Logo, a história é contada por flashbacks pelo próprio Ben Campbell. Acredito que o mais curioso a respeito de Quebrando a Banca é o fato de um grupo ter realizado esse mesmo golpe, tendo os roteiristas se baseado nesse evento para criar o filme. Tal acontecimento foi inclusive noticiado nos jornais e revistas, tornando-se um imediato assunto a ser debatido. Não podia deixar de ser tornar uma obra cinematográfica. Eu realmente nãso acredito que haja grandes imperfeições com o decorrer do filme; talvez seja o assunto interessante que prende o espectador e não lhe permite dispersar, atentando para sutilezas como os erros. Porém, ainda que muitas técnicas sejam exibidas, não fica exatamente clara a maneira como eles contam as cartas e como sabem a quantidade de cada valor no baralho. Eu fiquei realmente pensando, procurando uma explicação que eu porventura tenha perdido, mas ao questionar isso com o Ivan, ele confirmou a minha impressão de que isso não é revelado.

Os atores principais dão conta do recado e não deixam a desejar. Kevin Spacey está realmente bem no filme, tanto quanto sempre está em outras produções em que atua. Jim Sturgess, um ator bastante novato, mantém uma atuação firme, mostrando com eficência a transformação que acontece com seu personagem. Os outros atores não são importantes, já que seus personagens tem reles funções; ainda assim, servem para acentuar a modificação comportamental que Ben Campbell sofre. Laurence Fishburne, como usualmente faz, está enfadonho, deixando o espectador suavemente entediado; a parte boa é que, como ele não é um ator de grandes proporções, não consegue interferir no clima.

Eu recomendo que vocês assistam a esse filme, pois ele entretém de maneira agradável. Embora seja um pouco longo para uma história que poderia usar menos tempo para ser mostrada totalmente, o espectador não fica cansado do que vê e aos poucos vai entrando no mundo da sorte e do azar, que no caso dos estudantes, é um mundo de inteligência e ambição. Concordo plenamente com o que o Ivan disse no primeiro parágrafo de sua crítica: nada de arte crítica, apenas um passatempo. Vejam-no.

Luís

criado por Luís/Renan    00:00:33 — Arquivado em: Críticas Especiais, Filmes

terça-feira, 7 de julho de 2009

KILL BILL - VOLUME 2

Para comentar esse filme comigo, chamei a Luiza que, junto comigo, assistiu ao filme e gostou dele. Considerando-a deveras especial, uma vez que partilhamos do gosto por filmes bons (e eventualmente ruins, quem sabe), chamei-a para ser convidada especial e dar a sua opinião a respeito da obra que dá continuidade à estória mostrada em Kill Bill - volume 1. Aproveito para dizer que espero chamá-la para mais participações aqui, principalmente se considerarmos que teremos uma longa jornada de filmes para assistir! :)

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Clique aqui para ver o trailer (sem legendas) do filme.

Kill Bill - volume 2, 2004, 134 minutos. Ação.

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A fama do diretor Quenti Tarantino e do próprio filme já criam enormes expectativas. Em minha humilde opinião, estas foram correspondidas. O filme sacia a sede de grandes lutas, vingança, poder e até de beleza cultivado por reles mortais. Mais do que uma continuação, o segundo volume de Kill Bill é a conclusão da árdua da tarefa da Mamba Negra: matar Budd, Sidewinder; Elle, a Cobra Californiana; Bill, o Encantador de Cobras - daí o nome do filme,para os mais lerdinhos ;D . As cenas de intensas lutas dão lugar à história da Noiva e a algumas surpresas.

Para compreender o filme e deixar de afirmar que é ruim pelo simples fato de não entendê-lo é preciso o mínimo de atenção. A ordem cronológica dos fatos não é respeitada, portanto, há digressões a qualquer momento. Finalmente, conhecemos o Pai Mei – aquele mestre desgraçado com tique na barba – e todo treinamento de nossa Noiva e também nos surpreendemos com a descoberta de que a filha da Mamba Negra não está morta. Ela está com quatro anos – e pra quem perdeu a noção de quanto tempo a Mamba ficou em coma fica a dica ;D – e foi criada por Bill de forma pouco convencional…

Mamba Negra não suja suas mãos com todos de suas lista macabra. Ironicamente Budd é morto pela Mamba Negra – a cobra propriamente dita – levada até ele pelas mãos de Elle – a do tapa olho – que por sua vez, não é realmente morta, apenas perde seu outro olho –lembrando que o primeiro foi sutilmente retirado por Pai Mei, o qual foi morto por Elle. E para nosso delírio, Mamba aplica o golpe dos cinco pontos que explodem o coração em Bill, encerrando assim, a trajetória de “Beatrix Kiddo” nos deixando um “gostinho de quero mais”.

Enfim, recomendo assistir Kill Bill em sua totalidade mantendo atenção e aproveitando sua trilha sonora, que é no mínimo encantadora.

Luiza

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Continuação de Kill Bill - volume 1, esse filme, diferentemente do anterior, dá mais ênfase na história de Mamba Negra, mostrando as suas experiências anteriores ao extermínio provocado pelos membros do Esquadrão das Víboras Mortais, incluindo um capítulo todo dedicada aos momentos imediatamente anteriores ao massacre. Para os que não se lembram da história do filme: depois de quatro anos em coma, uma mulher acorda; lembrando-se da injustiça a que foi submetida, quando os assassinos de uma organização da qual ela fazia parte tentam matá-la, provocando uma chacina, ela opta por se vingar de cada um deles - eliminando os cinco um a um - pelo que eles lhe provocaram, que resultou na morte da filha.

Sendo uma continuação direta do primeiro filme, dois nomes já estão riscados de sua lista: O-Ren Ishii e Vernita Green, respectivamente Boca-de-algodão e Cabeça-de-cobre. Restam portanto três pessoas para que A Noiva (como é denominada no primeiro volume) cumpra sua vingança: Budd, Sidewinder; Elle, a Cobra Californiana; e, por fim, Bill, o Encantador de Cobras. Também é preciso lembrar de que haverá agradáveis surpresas ao longo dessa trama, afinal desobrimos no final do filme anterior que, diferentemente do que a Mamba Negra pensava, sua filha não está morta. Existem três tipos de espectadores: os que gostaram do primeiro filme pelo excesso de violência, os que nem gostaram do primeiro filme e os que adoram a história como um todo. Pois os primeiros e, obviamente, os segundos, não vão se satisfazer plenamente ao assistir esse filme, uma vez que aqui há predomínio de longas narrativas, muitos diálogos; tal como antes, as duas horas e dez minutos de filme são divididas em cinco capítulos, que mostram, respectivamente, o massacre na igreja durante o ensaio; a tentativa d’A Noiva de assassinar Budd; a cruel tutelagem de Pai Mei;o confronto entre Elle Driver e a Noiva; e, por fim, o confronto entre ela e Bill. É importante ressaltar ainda que, embora não haja tanta ação quanto no primeiro volume, há cenas realmente surpreendentes nesse filme, como o enterro da noiva, os severos ensinamentos de Pai Mei e a fabulosa luta entre a Cobra Californiana e a Mamba Negra, que chegou a ganhar o MTV Movie Awards de Melhor Luta!

Há grandes acertos nesse filme, mesmo que muitos o considerem um pouco cansativo. A minha sugestão é que quando quiserem assistir a esse filme, vejam-no logo após ver o primeiro, pois compreenderão tudo como uma única obra e não fragmentado da forma que é. A última vez que assisti a esse filme, junto com a Luiza, ela fez um comentário extremamente pertinente: muitas pessoas só conseguem compreender o porquê do título do filme (Mate o Bill) na cena de abertura do filme, filmada em preto e branco, numa ótima sequências, quando a noiva diz: “Pensaram que eu morri, não é? Não morri. Mas não por falta de tentativa. A última bala do Bill me deixou em coma por quatro anos. Quando  acordei, me lancei no que os anúncios dos filmes chamam de ‘um furor violento de vingança’. Eu me vinguei, com violência, até ficar satisfeita. Matei muita gente para chegar até aqui, mas ainda falta mais um. O último. Estou dirigindo até ele agora. O único que falta. E quando eu chegar ao meu destino, eu vou matar o Bill”. Para dar mais charme ainda, como eu já disse, essa é a cena de abertura, logo constatamos que os outros dois nomes (Budd e Elle) já foram riscados de sua lista de mortes, colocando tal cena (a primeira que vimos) como um das últimas, mantendo a mesma falta de linearidade que há no primeiro e no segundo filme. A respeito da lineridade, é importante que tal como antes, ela não segue a ordem em que é mostrada. Tanto é que o oitavo capítulo, The Cruel Tutelage of Pai Mei, é o primeiro de todos os outros capítulos, antes mesmo dos que são mostrado na obra anterior. Eu tenho certa preferência por filmes cuja ordem cronológica não é mostrada linearmente, pois têm um certo charme e obrigam o espectador a ir colocando as cenas vistas numa linha temporal, montando assim um “quebra-cabeça”.

[SPOILER] Se há algo que sabemos desde a primeira cena do primeiro filme é que a (efeito sonoro)* cumpriria sua vingança, e, cedo ou tarde, chegaria até Bill e o mataria. Então, numa das últimas cenas, após a exposição bastante interessante de uma teoria de Bill a respeito de super-heróis e seus alter-egos e como isso se aplica a Noiva, eles partem finalmente aos chamados “assuntos inacabados”. O espectador então espera por uma cena demasiadamente longa, na qual A Noiva torture o homem que a pôs em coma e a privou de acompanhar o crescimento da filha; o que se segue são dois minutos de expectativas, apenas. Aplicando a famosa Técnica dos 5 Pontos que Explodem o Coração, a Noiva interrompe a luta, surpreendendo a Bill e aos espectadores, que descobrem que Pai Mei repassou a ela uma técnica que jamais havia ensinado a nenhum outro aprendiz (o irônico detalhe é que, segundo Bill, Pai Mei não gosta de caucasianos, nem de americanos e simplesmente despreza as mulheres!). Ao invés de uma cena longa e complexa, há brevidade e simplicidade, o que intensifica ainda mais a vingança dela, que por fim se concretiza. [FIM DO SPOILER]

Como eu já disse anteriormente, acredito que devam assistindo aos dois filmes seguidamente. Acho, inclusive, um erro pensá-los como dois filmes, porque na verdade são um só; e não me refiro a isso de tal maneira porque um é continuação direta do outro, mas sim porque a história é única. Eu nem sequer vejo Kill Bill dividido em volumes: vejo-o único, uma ótima obra de quatro horas de duração.  A minha única sugestão para que se possa assistir com prazer é: compreenda o filme. Não o julgue desnecessariamente; não acredite que é desnecessário o excesso de sangue nem aponte como absurdas algumas cenas. Deve-se depreender que todas possibilidades mostradas (sangue em excesso, habilidades monstruosas etc.) são coerentes no universo do filme e que, portanto, ainda que não aconteça no nosso mundo, é comum no contexto da obra. Assisti-lo analisando o que citei é como assistir a Matrix para depois chamá-lo de irreal. Portanto, vejam-no, admirem-no, absorvam-no; atentem como esse filme soa como um épico, mostrando-nos a saga de uma mulher que busca vingança. Mas não gastem seus tempos procurando realidade e irrealidade.

Luís

* o termo entre parênteses é uma alusão ao efeito sonoro utilizado no filme para impedir que o espectador saiba o nome real da Mamba Negra até que ele seja por fim mostrado.

criado por Luís/Renan    07:14:28 — Arquivado em: Críticas Especiais, Filmes

sexta-feira, 10 de abril de 2009

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE

Pois bem: chegamos ao final das críticas a respeito dos livros da série Harry Potter. E para isso, a Nivea nos ajudará mais uma vez opinando sobre o que achou do último livro.

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Harry Potter and the Deathly Hallows, 2007, 590 páginas.

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Harry Potter e as relíquias da morte é um livro bem interessante. Em primeiro lugar, dá uma sensação estranha quando se lê, porque é o último livro; mais estranho é ver como tudo se desenrola de um jeito estranho, quando todos estão fora do castelo. Harry tem que sair de casa, e o episódio seria engraçado se a situação não fosse meio caótica. Gui e Fleur se casam e Harry recebe um presente de aniversário especial… Rony, Harry e Hermione têm a amizade e a capacidade testadas; discussões e separações são inevitáveis. Tem um pouco de romance e, óbvio, revelações que certas pessoas nem poderiam imaginar. [SPOILER] As especulações de que Dumbledore voltaria e de que Harry morreria não se tornam exatamente realidade. Depois da tal última batalha, J.K. Rowling fez o favor de matar mais alguns personagens queridos. Resumindo, digamos que o bem prevalece. Talvez você se assuste com o final. Sempre se espera que a frase “alguns anos depois” apareça, mas não que “alguns anos” sejam tantos![FIM DO SPOILER]. Se você estiver lendo o livro pela primeira vez, não leia com a mesma pressa que eu li. Vá com calma, aprecie os detalhes. O fim até que é previsível, mas o desenrolar da história é o que importa.

Nivea

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Ao começar a ler esse livro, é impossível não se sentir tentado a dar umas olhadinhas nas páginas finais ou mesmo querer devorá-lo em apenas um dia a fim de conhecer logo como J.K. Rowling conclui a saga do bruxo mais famoso do mundo. Em contrapartida, dá vontade de lê-lo calmamente, para que cada momento seja absorvido com eficácia e nós possamos prolongar um pouco mais a sutil alegria de lê-lo, uma vez que lido, saberemos que é decididamente o fim. Entre devorá-lo e apreciá-lo, optei pelo segundo e fui lendo parte a parte, com calma, compreendo cada situação exibida. Aos que não leram o livro, atenção: há muitas revelações contidas nos próximos parágrafos.

Não há dúvidas de que esse é o livro mais adulto da série; não me refiro unicamente aos fatores óbvios, como o fato de os personagens estarem literalmente mais velhos. Refiro-me às situações pelas quais eles passam, pelas provações e pelos sentimentos realmente dolorosos postos em frente aos seus olhos. Uma grande amostra do quanto as escolhas deles são significativas, posso citar a opção de Hermione, aluna extremamente fiel e que põe os estudos a frente de tudo, que desiste de Hogwarts para seguir com Harry numa jornada de descobertas e emoções que certamente interfere em cada segundo de suas vidas. Outro exemplo é a desgastante relação entre o trio principal, que resulta num rompimento brusco; estando sozinhos e com um a menos, Harry e Hermione dependem um do outro para seguir em frente e concluir a promessa que Harry fizera a Dumbledore no livro anterior. Certamente, esse é um livro sobre revelações e relações humanas, apesar de todo o mundo mágico no qual os personagens estão inseridos. É perceptível, por exemplo, a angústia de uma mãe que por anos seguiu um caminho duvidoso, mas que não deseja o mesmo para o filho, como é o caso de Narcisa; vemos uma relação intra-específica de afeto, como é o caso de Dobby e do gigante meio-irmão de Hagrid; é mostrada para nós a resistência daqueles que ficaram e resolveram combater Lord Voldemort de outra maneira e também a relação de fidelidade entre todos aqueles que partilhavam do companheirismo dentro do castelo de Hogwarts.

Acredito que esta seja a terceira vez durante a série que os personagens e, consequentemente os leitores, são postos diantes da morte em si. Embora saibamos que os pais de Harry tenham sucumbido à ira de Lord Voldemort, isso é um fato passado que aconteceu antes de a série se iniciar, cronologicamente (dentro da série) em 1980. A primeira morte que testemunhamos e que afeta diretamente os alunos no tempo em que vivem ocorre no quarto livro, com a morte de Cedrico. No ano seguinte, é a vez de Sirius Black se despedir da série. No entanto, no último ano, inúmeros personagens morrem enquanto outros são gravemente feridos; a respeito de alguns, sabemos o que aconteceu, sobre outros temos que imaginar. Dentre os personagens, pode-se destacar alguns de fundamental importância para a trama, como o trio principal, Luna Lovegood, Ninfadora Tonks, Remo Lupin, as famílias Weasley, Malfoy, Lestrange, os professores de Hogwarts. A respeitos dos últimos, não posso deixar de destacar a minha simpatia por McGonagall que representa o estilo de professor que Hogwarts tem perante uma situação não correspondente às expectativas da escola. No final do livro, ela não somente age com indiferença em relação a influência dos Comensais da Morte Aleto e Amico como também executa feitiços que ajudam os outros a se defender do mal que rodeia a escola. Num dos melhores momentos, Miverna diz ao professor Slughorn (antigo diretor da Sonserina) que os sonserinos precisam se decidir de qual lado estão e caso estejam do lado oposto ao lado em que Hogwarts está, então estaria declarada a guerra. Eu particularmente não vejo a hora de ver esse trecho sendo adaptado e Maggie Smith (intérprete de McGonagall) pronunciando o diálogo com o seu tom austero e firme. Torçamos para que a atriz não morra até o fim da série!!

Acredito que o único ponto negativo de todo o livro é o final. Não me refiro ao final revelador, que mostra aos leitores todas as verdades por trás das ações (e posso caracterizá-lo também como final previsível, concordando com a Nivea); refiro-me aos dezenove anos que se passam desde o fim da guerra mostrada. Além de totalmente desnecessário, é meio frustrante ler o que aconteceu com os personagens; se tivesse terminado antes, nós teríamos chegado à conclusão de que tudo tinha acontecido como é mostrado, ou seja, a forma explícita como está no livro é meio cansativo. Isso sem contar na mexicanização dos nomes dos filhos dos personagens, que soa quase absurdo.

Enfim, o livro é muito interessante. Se você chegou aqui sem entender que o meu ponto de vista é totalmente a favor do livro, então escrevi a toa. Basta esperarmos que J.K. Rowling não ceda à pressão e acabe escrevendo mais um livro; segundo ela mesma, esperará dez anos sem escrever, pois assim saberá se é ou não sensato dar continuidade à série. Esperemos que ela seja sábia!

Luís

criado por Luís/Renan    08:22:06 — Arquivado em: Críticas Especiais, Livros

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

HARRY POTTER E O ENIGMA DO PRÍNCIPE

Harry Potter and the Half-Blood Prince, 2005, 512 páginas.

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A primeira decepção que tive ao ver “Harry Potter e o enigma do príncipe” foi o tamanho. Com todos os outros, o número de páginas aumentava a cada livro. Pelo menos eu esperava que o sexto livro fosse um pouquinho maior.Mesmo assim, o livro é meio denso. Logo no começo,Harry tem que convencer Horace Slughorn a voltar a dar aulas em Hogwarts. Porém o professoar daria Poções, e Severo Snape finalmente teria chances de alcançar o cargo de  Defesa contra Artes das Trevas. Harry não pretendia continuar cursando poções devido a nota de seus NOM’s, não tinha material, e
recebe um livro muito misterioso, cheio de anotações, do tal “Príncipe”. A partir daí,Harry começa a se dar muito bem na matéria. Dumbledore começa a dar “aulas” para Harry sobre Voldemort, através das lembranças de algumas pessoas. Harry descobre que seu inimigo era quase imortal por causa das horcruxes,objetos que continham um pedaço da alma. Além disso,Draco Malfoy age muito estranho, e ninguém além de Harry parece acreditar que ele possa estar agindo sob as ordens do Lorde das Trevas. Harry descobre que gosta de Gina Weasley (finalmente) mas a garota já estava envolvida com outro. O tão esperado beijo acontece logo depois da final de quadribol, da qual Harry não participa por causa de uma detenção. Rony também se envolve amorosamente,mas com a melosa Lilá Brown. Eles se pegam em todos os cantos,literalmente. Para provocar ciúme, Hermione finge estar se envolvendo com Córmago Maclaggen, que é aficcionado por quadribol e inconformado por ter perdido a vaga de goleiro para Rony. Quando Dumbledore acha que descobriu uma horcrux,chama Harry para ir destruí-la com ele. Mas a “aventura” enfraquece o professor.

Quando retornam ao castelo,tomado por Malfoy, Snape que mata Dumbledore. Então Harry decide acabar com Gina,não voltar mais para a escola e sair em busca das horcruxes. Descobre que o Príncipe mestiço,dono do livro,era o próprio Snape. É legal ler esse livro por causa das insinuações. Tem também passagens engraçadas,como a parte que estão na sala de aula com o calderão de poção do amor, o aniversário do Rony e a aula em que Harry fala “não precisa me chamar de senhor, professor”. Eu particularmente não queria que Dumbledore tivesse morrido, mas o clímax da saga começa nesses últimos livros. O melhor é saber que “As relíquias da morte” tem muito mais suspresas. O filme está previsto para estrear dia 21 de novembro desse ano. Espero que seja melhor que o último.

Nivea

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Acho que juntamente com “HP e a Camara Secreta” e “HP e o Cálice de fogo” esse é o livro que eu mais gosto da série.
Nele não temos a enrolação que sem tem “A Ordem da Fenix”, Hary está mais adulto que os primeiros livros (obviamente), a história é muito boa, Há fatos muito importantes e por ae vai. Tudo que se precisa para um bom livro.

Uma das coisas mais legais desse livro é a iniciação deles no romance, seja ele forçado como foi no caso de Rony, ou por vingança, no caso de Hermione, ou verdadeiro e sincero no caso de Harry e Gina. O importante é que acontece e logo nos traz partes muito engraçadas como de costume.
Outra coisa legal do livro é que começamos a entender melho sobre o futuro de Harry, porque até o quinto tudo parecia descontrolado…ele enfrentava Voldemort, mas não sabia nem metade do que ele aprende nesse volume. Por exemplo: Começamos a ver sobe as Horcruxes, que eu particularmente gostei muito. A ideia de dividir a alma e ser praticamente imortal foi bem amarada no contexto todo.
Mas as partes mais legais do livro com toda a certeza são as memorias (o que deve ser bem usado no filme que sai no meio do ano), além delas serem extremamente educativas (Sobre a vida de Harry) elas são prazerosas de se ler. Paticularmente a que eu mais gosto é da visita de Dumbledore ao Orfanato de Tom Riddle, é estanhamente macabro, ao mesmo tempo que é emocionante e triste (além de ser uma das cenas mais fodas vista no trailer).
Nesse livo também temos a volta mais efetiva do quadribol, meio parado desde o 3º livro (visto que no 5º ele tem sua vassoura apreendida e talz), o que para mim foi bem legal.
Como ficou de costume depois do quinto volume J.K Rowling virou uma assassina então espere para ver mais uma morte, essa, talvez mais forte que todas as outras.

Bom…com certeza se você chegou até o 6º vai terminar de ler, mas saiba que vale muito a pena

Renan

criado por Luís/Renan    20:30:55 — Arquivado em: Críticas Especiais, Livros

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

A MÚMIA: TUMBA DO IMPERADOR DRAGÃO

Essa será nossa primeira crítica tripla, e quem nos ajudará será a Joice , que já participou aqui com: "A menina que roubava livros"

The Mummy:  Tomb of the Dragon Emperor, 2008, 112 minutos.

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Vim dar minha contribuição =D
Então.. é simplesmente a PIOR continuação (parte III) que eu já assisti ¬¬* …fala sério, pra começar perderam totalmente o espírito que o 1º trazia, aquele sentimento de arqueologo que eu, como estudante de história tenho, e que na verdade, todo mundo tem um pouco. Depois a Rachel Weiz não faz a Evy, e meewwww!!! Se ela não faz a atriz principal, eles não deviam nem ter gravado… mas enfim, é ano de olimpiadas, ná China né, então.. somemos 2 + 2. Cara, aquela substituta foi totalmente horrivel! Ela parece mais uma babá um tanto quanto macabra, não rolou a menor quimica entre ela e o Fraser, e que que foi essa tentativa de transformar o filme em comédia!?
A história se passa em 1946, no pós 2º guerra (apesar do filme parecer se passar em 1996), onde o general de uma China moralmente destruída tenta ressucitar o único comandante que pareceu ter dado conta do recado. Enfim, o Alex (já bem grandinho) é o responsavel por desenterrar o tal imperador. Daí o resto é basicamente a luta dos O’Connell pra tentar matar a múmia ressucitada. O problema do filme é que eles pegaram frases que marcaram os 2 outros longas como Fraser dizendo: "Eu odeio essas múmias" e usaram de novo, e de novo, trasformando o filme todo em uma série de clichês.
Se você gostou dos dois outros (aquela coisa de ter rolado algo especial entre voce e o filme sabe), ou se foi apenas um filme ‘legal’, realmente esse 3 é uma decepção, pelos motivos citados acima e por, simplesmente, não ser um filme bom. Entre efeitos especiais desnecessários, um enredo sem propósito, e onde, de longe, a melhor personagem é a vaca, acreditem…
Não vale a pena assistir.
Joice

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Bom…não dá pra discordar da Joice: o filme é ruim.
A falta que a Rachel Weiz faz é tremenda, e a "nova" Evy tem cara de Super Nanny.
Os esfeitos são bem precários, nada comparado ao dos dois primeiros filmes, mas a pior parte é em que o Imperador vira um dragão de três cabeças, ficou muito ruim, digno de algum filme da Barbie.
A melhor parte do filme é o começo, que te faz pensar que o filme é bom, achei legal a explicação da muralha da China e daqueles bonecos de barro chineses, mas meu Deus, o Imperador virando barro…começa legal com aquele negócio saindo dos olhos, mas depois parece que ele vai virar uma bolacha Trakinas…e aquela "namoradinha" do Alex também não atua muito bem.
Quando fomos assistir o som estava ruim, e as falas não acompanhavam o movimento das bocas, o que só ajudou para a minha má impressão do filme.

Não recomendável
Renan

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criado por Luís/Renan    01:13:44 — Arquivado em: Críticas Especiais, Filmes

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Harry Potter e a Ordem da Fênix

A nossa contribuinte Nívea vem mais uma vez ao nosso Blog para fazer uma crítica do quinto livro da série Harry Potter.

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Harry Potter and the Order of the Phoenix, 2003.

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Harry Potter e a Ordem da Fênix, para minha felicidade, é o livro mais comprido da série, e deve ser o maior que eu já li. Acredito que seja por isso que a adaptação para as telas não tenha ficado boa. Ficou legal, mas não ficou ótima.Dobby, o elfo doméstico e quem realmente fala da Sala Precisa é substituído por Neville (é, de novo). Há algumas partes engraçadas, que as pessoas do cinema riram. Digo desde já que se você tiver que escolher entre o filme e o livro, por favor escolha o livro!!!
Logo no começo, Duda é atacado por dementadores, Harry sai de casa sem que os tios saibam e conhece o largo Grimmald, casa de Sirius Black [spoiler] e que herdaria futuramente com o Monstro depois da morte do padrinho [fim do spoiler].

No seu quinto ano em Hogwarts Harry consegue, finalmente,"pegar" alguém. A sortuda/sem-noção é Cho Chang. Harry já estava "de olho" nela desde O prisioneiro de Azkaban, quando jogaram uma partida de quadribol. A melhor parte do livro nem é o beijo em si, mas a conversa que Harry tem com Ron e Hermione depois do ocorrido. Além de tudo, Harry começa a dar aulas de defesa para alguns alunos, na chamada Armada de Dumbledore.

Mais uma pessoa morre nessa história, e reparei que depois do quarto livro JK. Rowling tem que matar pelo menos uma pessoa todo ano. Muita coisa acontece, como a intervenção do Ministério na escola através da Umbridge, a fuga dos gêmeos Weasley, a batalha no prédio ministerial, o ataque a Arthur Weasley… Na volta para casa, no Expresso de Hogwarts, há uma pequena insinuação sobre o futuro amoroso de Harry. Chega a ser imperceptível, mas os viciados em HP já sabiam disso desde o primeiro livro.

Nivea

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criado por Luís/Renan    23:05:21 — Arquivado em: Críticas Especiais, Livros

domingo, 22 de junho de 2008

VALENTE

Apesar de já ser o responsável pelas críticas da série As Crônicas de Nárnia (livros), Renan e eu resolvemos chamar o Rene para uma crítica sobre esse filme.

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The Brave One, 2007, 119 minutos.

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Enquato não vemos sombra da minha próxima critica das crônicas de Nárnia, me convidei a fazer a crítica desse filme que assistimos hoje.  INTODUÇÂO: O filme me irritou no começo com aqueles cortes que indicam tempo a cada dois segundos, mas daí eles pararam. E o nome tambem é meio “feínho”.  HISTÓRIA: O fato de uma simpática contadora de histórias numa rádio ter virada uma assassina em série que mata bandidos é um tema muito interessante para um filme que eu nunca tinha visto antes. ATORES: O papel principal é muito bem representado, assim como o policial que acompanha ela. A atuação do namorado dela no começo da história não dá para ser julgado porque ele nem aparece direito, o cachorro aparece mais e é um excelente ator! QUALIDADE: As cenas são muito reais também, não é uma coisa falsa como normalmente se vê por aí. Falta um pouco de nexo, já que em um dos assassinatos a policia não descobre a identidade do assassino, mesmo ela tendo colocado a mão em toda a estrutura do carro e deixado suas digitais lá. Eles descobrem quem é por um método mais difícil já visto antes no livro “Ponto de Impacto” (ela é descoberta basicamente pelo barulho que o elevdor reprouz enquanto ela fala no celular com o policial, no livro isso acontece por um relógio de pêndulo). FINAL: Surpreendente! Adorei a atitude do policial e a dela são demais, só queria saber se a Chloe fingiu esquecer a mulher que a salvou ou se realmente não lembrava! RECOMENDAÇÃO: um filme que realmente vale a pena assistir.

Rene

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Não lembro se foi este semestre ou semestre passado, mas eu fiz uma lição que envolvia uma resenha de uma matéria de uma revista; a matéria que eu escolhi falava sobre filmes e este era debatido. O tema em questão era: porque filmes de suspense com mulheres como protagonistas lucram menos que os filmes com homens como papel principal. Àqueles que pensam que só por haver uma mulher no papel-título, digo que estão enganados ao subestimar o filme. Esse é um caso desses.

Erica Bain é uma mulher que é agredida junto com o namorado enquanto passeavam com o cachorro; ela vê o noivo morrer, mas, feliz ou infelizmente, sobrevive a ponto de viver com medo de sair de casa e ser agredida novamente. No entanto, para curar seu medo, ela compra uma arma e descobre dentro de si uma outra pessoa, capaz de fazer loucuras a fim de que seja possível fazer justiça.

Esse é um filme bem trabalhado. É possível para o espectador entrar no mundo psicológico da personagem, sentindo-a a cada instante e torcendo para que ela se sinta vingada. Acredito que o fator mais importante para o filme é a interpretação da atriz principal, Jodie Foster, que transforma sua Erica Bain numa mulher contraditória, digna de pena e ao mesmo tempo, muito corajosa. A relação estabelecida entre ela e o policial é interessante, embora ocorra uma envolvimento muito rápido na minha opinião. Não posso deixar de comentar que a maquiagem e a realidade expressa nas cenas são um grande feito para o filme, cujo elenco é bom e convence. Outro ponto positivo é o foco do filme: Erica não cria um guerra com o mundo, não se torna o Rambo nem tem uma metralhadora capaz de furar a crosta terrestre; pelo contrário, sua luta é interna, consigo mesma. Ocorre a dúvida entre estar do lado certo ou errado, entre vingar-se e fazer justiça.

Não comentarei os pontos negativos porque o Rene já o fez; apenas acrescentarei que é interessante atentar para o fato de que ela dá 3 tiros por pessoa que mata (no filme todo ela mata sete ou oito pessoas) e nunca recarrega seu revólver. Achei plausível a indicação ao Globo de Ouro que Jodie recebeu por esse filme. Algo que achei interessante a respeito desse filme foi um nome, que é citado uma única vez: Sterling. Talvez seja só uma impressão, mas acredito que seja uma referência ao filme O Silêncio dos Inocentes, do qual Jodie Foster participou e recebeu o Oscar de Melhor Atriz pela sua interpretação; sua personagem no filme chama-se Clarice Starling.

Enfim, eu recomendo o filme, porque vale a pena. Há momentos de tensão, de drama, de absurdos. [SPOILER] Não posso negar que o final causou um sentimento contraditório em mim, afinal, eu gostaria que ela terminasse bem, mas quando isso aconteceu, eu tive a sensação de que foi um final digno de filme-Sessão-da-Tarde! [SPOILER]. São duas horas que te fazem entrar no mundo da personagem e vivê-lo, tal como se estivesse no filme. O que torna o filme tão bom são as interpretações somadas à boa direção; o roteirista fez um bom trabalho e eu não acredito que esse remake seja inferior ao original. Enfim, totalmente recomendável.

Luís

criado por Luís/Renan    23:50:22 — Arquivado em: Críticas Especiais, Filmes

sábado, 31 de maio de 2008

Harry Potter e o Cálice de Fogo

Este é o 4º volume da série Harry Potter e para comentá-lo, a nossa convidada especial Nivea volta para dar a sua opinião sobre esse livro. Não posso deixar de ressaltar que ela é uma grande fã; provavelmente, já leu esse série umas três vezes e sabe de muitos detalhes que uma pessoa normal não saberia.

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Harry Potter and the Globet of Fire, 2001, 584 páginas.

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A história de Harry Potter e o Cálice de Fogo é até que previsível, mas nem por isso, é claro, deixa de ser boa.Harry e os Weasley assistem à final da Copa Mundial de Quadribol, mas nem tudo correu como esperado. Alunos das escolas de magia Beauxbatons e Durmstrang chegam a Hogwarts para participar do Torneio Tribruxo. Lógico que Harry, sem querer, acaba participando também, mesmo sendo menor de idade. No final da última tarefa uma chave de portal leva ele e Cedric Diggory para um cemitério. Cedric é morto e Harry assiste ao retorno de Voldemort. Nesse livro,Harry alimenta uma paixãozinha por Cho Chang, que namorava Diggory. Para desespero de Rony, Hermioine é convidada para ir ao baile com Vítor Krum,astro do quadribol.

O livro é recomendável, mas quem tiver preguiça de ler pode e deve assistir o filme. Na minha opinião é o melhor de todos, apesar de ter ocultado alguns detalhes que eu considero importantes. Não se menciona o F.A.L.E., e como já disse em uma crítica anterior, Dobby faz falta nesse livro, assim como o outro elfo doméstico que aparece, Winky. Na segunda tarefa do torneio, quem dá o guelricho a Harry é Dobby e não Neville,como está no filme. Malfoy lança um feitiço em Hermione e os dentes dela começam a crescer loucamente,mas esse acontecimento também foi, digamos,ignorado.

Rony Weasley (Rupert Grint) deve falar "Bloody Hell" umas dez vezes em todo o filme, mas atua muito bem e está engraçadíssimo.O baile de inverno está "sublime" e apenas para acrescentar, Hermione aparece bem bonita para o baile,mas convenhamos que aquele vestido parece mais uma cebola cor-de-rosa. O original era azul!!! Mesmo assim eu recomendo que assistam!

Nivea

criado por Luís/Renan    00:43:41 — Arquivado em: Críticas Especiais

quinta-feira, 15 de maio de 2008

O PRÍNCIPE CÁSPIAN

Hoje o Rene volta para a sua segunda crítica sobre as As Crônicas de Nárnia. Junto com o Renan, comentará o livro que deu origemao filme que estreou dia 16 nos cinemas.

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Olha eu aqui de novo para comentar “As crônicas de Narnia”, Já me apresentei na minha outra critica então não farei aqui de novo, dessa vez comentarei sobre “o Principe Caspian” mas antes queria esclarecer uma coisa : “minha última critica é de completa autoria minha, nenhum
pedaço sequer foi copiado da internet, quando li o livro me disseram que era religioso e fui pesquisar (há mais de 2 anos) por isso existem algumas teorias que não parecem ser elaboradas por mim”.

Muito bem, vamos à critica: Segundo a publicação esse é o segundo conto, porém o quarto em ordem cronológica. Essa crônica retrata o retorno dos 4 irmãos Pevensie à Nárnia depois de um ano, e também a saída de Pedro e Susan da história por estarem já mais velhos.
Pois bem: eles voltam depois de um ano, mas como observado no primeiro livro, o tempo em nárnia não é o mesmo em nosso mundo então lá se passaram 1300 anos, muita coisa mudou e eles regressaram graças a um chamado vindo de Nárnia; ao chegarem descobrem que estão em meio a uma guerra contra os Telmarinos (Piratas do nosso mundo que se perderam em uma ilha vizinha á Nárnia(Telmar) e agora atacavam Nárnia po falta de alimento). Caspian é o detentor do direito do trono de Nárnia após a saída de seu pai desse cargo devido a golpes de seu tio Miraz. Cáspían é Telmarino mas queria saber como era viver na antiga Nárnia, já que tudo mudou (inclusive os animais magicos tiveram que sair de lá para se esconder), então
contando com a ajuda dos irmãos e de Aslam ele pretende restaurar a antiga Nárnia.

Essa é a passagem que retrata mais uma luta entre bem, mal, e, em termos religiosos, a fé. Quando Aslam regresa ninguém consegue vê-lo apenas Lúcia (os olhos puros de uma criança que acredita em
aslam (deus)) e assim, qunado todos passam a ter fé e acreditar que Lúcia pode vê-lo pois ele está lá, todos passam a ver tambem.
O fim deixo para que vocês descubram, ou lendo o livro ou assistindo o filme que lançou no dia 16, ele não tem nada muito surpreendente.

Um livro muito bom e é claro que recomendável, principalmente se você ja leu o primeiro.

Rene

criado por Luís/Renan    23:50:39 — Arquivado em: Críticas Especiais, Livros

sexta-feira, 9 de maio de 2008

HARRY POTTER E O PRISIONEIRO DE AZKABAN

Ainda como nossa convidada especial, a Nivea vem ao Blog para mostrar sua opinião a respeito do terceiro livro da série Harry Potter.

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Harry Potter and the Prisioner of Azkaban, 2000,

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Esse livro,apesar de tudo,não fala somente de Voldemort e provavelmente deve ser o único.Aparecem várias criaturas novas como os dementadores e o hipogrifo, e também alguns personagens muito importantes para todo o resto da história.Harry ganha o “Mapa do maroto”,mas nem imagina que alguns de seus criadores poderiam estar tão próximos…

Quando se chega às partes finais do livro,ou pelo menos pensa-se que está no fim,a história dá uma reviravolta e, assim como em “A Pedra filosofal”, a opinião que se tem de alguém nem sempre é certa.O livro é cheio de revelações, e claro, muito engraçado também…imaginar Hermione dando um tapa no Malfoy pode ser estranho, mas ver a garota abandonando uma aula é bem mais improvável.

Quando o filme saiu,foi uma revolução.Com diretor novo, amadurecimento e crescimento dos atores, e um pouco mais de sombras que os outros,costumavam dizer que esse era o melhor filme. Os efeitos especiais também são muito bons…umas partes foram cortadas,como sempre acontece com as adaptações,e outras foram modificadas.Quando eles voltam no tempo,Hermione não joga nenhuma pedra na cabeça do Harry, nem sai uivando por aí.

Podemos pelo menos dar vivas à interpretação da professora Trelawney ( Emma Thompson) e do novo Dumbledore. Como o outro ator (Richard Harris) ,que infelizmente morreu, parecia velho e bonzinho demais,o novo (Michael Gambon) é perfeito para o papel, por ser mais engraçado e enérgico.

Nivea

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criado por Luís/Renan    20:39:58 — Arquivado em: Críticas Especiais, Livros
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