Literatura e Cinema

“Sem correr no corredor, Nancy” - Freddy Krueger, em A Hora do Pesadelo.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

CREPÚSCULO

Quando o Renan e eu fomos à livraria para comprar um livro, ele nem sequer tentou esconder a reprovação quando eu optei por esse livro. Segundo ele, a história de vampiros não era interessante… Assim que apareci com esse livro no SENAI, uma colega nossa rapidamente se interessou por lê-lo; devido a isso, hoje a Camila é a nossa convidada especial para uma crítica no Blog. Não me lembro se já havia emprestado algum outro livro para ela, mas com certeza, esse é um que ela gostou muito. Portanto, será ela que me acompanhará nas crítica da trilogia.

—————————–

Twilight, 2008, 416 páginas (Editora Intrínseca).

——————————–

Antes de Tudo, quero deixar claro que sou apaixonada por histórias de vampiros, principalmente as que envolvem romance, portanto sou suspeita para falar. O livro Crepúsculo trata da história de Isabella (17 anos), que decide morar com o Pai, em uma cidadezinha chamada Forks, que ela de início detesta.

No decorrer das páginas ela se apaixona perdidamente por Edward, um belíssimo moço (que a autora faz questão de descrever diversas vezes), que estuda com ela. O que vai se descobrindo é que Edward é um Vampiro, e vive tranqüilamente com sua suposta família de Vampiros “disfarçados”, e que eles fazem uma “dieta” e só caçam animais, resistindo a atacar aos humanos. Mas Edward também se encanta e se apaixona por Isabella, e no transcorrer do livro ele tenta protegê-la contra tudo e todos, e principalmente dele mesmo, da incrível tentação que o consome, sua sede de querer beber o sangue dela, mesmo sabendo que ela é sua amada. Essa tentação também é muito bem colocada na capa do Livro, que por sinal achei muito criativa, as mãos pálidas de uma pessoa seguram uma maçã, o fruto do pecado na Bíblia. O “ter”, o tocar, e não poder ir além, faz com que a tentação esteja sempre presente, no caso, a maçã representa Isabella, a tentação para Edward.

“Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim”,
Disse Deus: Não comereis dele
Nem nele tocares,
Para que não morrais.”
Gênesis, 3:3.

É uma história bem escrita e a autora é muito inteligente no modo como “prende” o leitor à leitura, nos dá a vontade de “devorarmos” o livro, e também, ao colocar o 1º capítulo da continuação de Crepúsculo, Lua Nova, fazendo com que o leitor tenha vontade de ler mais para saber seu final, o que aguça a imaginação, a curiosidade e o desejo de ler o 2º livro, que talvez complete uma parte da história.

Obs: Uma das coisas que mais me deram raiva foi que a autora, muito petulante, descreve tudo nos mínimos detalhes, até as pedras, mas na hora do 1º beijo, fiquei frustrada, pensei que ia ser “O Beijo”, mas me pareceu um simples “selinho”, porém apaixonante.

Camila

———————————–

No começo do livro, tive a sensação de que havia mesmo feito uma má escolha ao preferir esse livro a Nudez Mortal, da Nora Roberts (que me disseram ser água-com-açúcar). Havia tanta descrição naquelas primeiras páginas,que achei tudo muito exagerado; o enfoque parecia ter sido dado ao tópico errado e a garota (o livro é narrado em 1ª pessoa) descreve demais a escola, seus sentimentos, entre outras coisas que pensei merecer apenas citações.

No entanto, com o decorrer da narrativa, percebi que todas aquelas descrições exageradas serviam para contrastar o que a afastava e o que a prendia em Forks: a solidão e tristeza que a cidade parecia ter e o garoto com que fazia dupla nas aulas de Biologia, respectivamente. Na contracapa do livro, lemos um trecho introdutório, que nos convida a devorar cada página do livro; nesse trecho, narra-se as três certezas da personagem principal, e sua última certeza rapidamente me remeteu a um clássico filme sobre vampiros, com Brad Pitt e Tom Cruise. Além da contracapa, outro ponto superpositivo do livro é capa, muito bem escolhida para o livro, sugerindo o desejo pela tentação. Ao ler o livro, torna-se clara a intenção da autora com a escolha da imagem na capa: os personagens são retratados fielmente; Edward (o vampiro) segura em suas mãos a sua maior tentação, que é Isabella (representada pela maçã). Pode-se tirar tal conclusão ao assimilar as descrições de Edward feitas por Bella, onde ela fala sobre sua brancura e beleza e também ao relacionarmos os desejos dele em relação à Bella. Se o livro não chamar a atenção pela sinopse na contracapa, com certeza, chamará a atenção pela capa, que é belíssima.

O livro é recomendável, sim. Há diversos pontos positivos espalhados por toda a história. As narrações sobre as vidas dos vampiros fascinam assim como o sutil envolvimento dos personagens principais. A autora ousou ao criar personagens tão instáveis, já que de um momento para o outro as coisas entre eles mudam, mas mesmo assim nós continuamos a enxergar um amor quase platônico ali. Outra ousadia foi o tipo de relação entre eles, já que a garota é muitas vezes submissa ao que Edward diz, mas nem por isso deixamos de gostar dela ou passamos a não gostar dele.

Por difícil que possa ser acreditar, apesar de ser um livro cujo enfoque seja o misticismo do relacionamento entre um vampiro e uma humana, vocês não verão todo o romance que esperam ver. Como a Camila disse: o que parece ser um superbeijo, na verdade é um selinho. Mas isso não é um aspecto negativo, tampouco torna o livro menos interessante. Ao final do livro, há 10 páginas do livro que será continuação desse, chamado Lua Nova. Essas páginas fazem com que anseiemos ler o próximo livro, já que a autora inteligentemente fez com que tudo tomasse um outro rumo e a história fugisse de uma provável repetição.

Luís

criado por Luís/Renan    13:51:49 — Arquivado em: Críticas Especiais

domingo, 20 de abril de 2008

CELULAR

Para a crítica desse livro, chamamos uma pessoa que é fã das histórias de Stephen King. Se não fosse por ela, eu (Luís) não teria sido introduzido ao universo dos livros de SK, que quase sempre são cultuados a ponto de se tornar filmes. A convidada especial de hoje é a Ciça, que eu conheço há muito tempo (poderia até dizer que crescemos juntos!) e eu sei que é uma apaixonada pela leitura. Somente por sugestão dela que eu me interessei por esse livro…

————————————————

Cell, 2007, 400 páginas.

————————————————–

No livro Celular, como em todas suas outras obras, SK exerce seu dom de deixar os leitores sem fôlego, ansiosos pelo próximo capítulo, pela próxima página. A estória impressiona, surpreende, leva a um envolvimento profundo e inevitável entre o cenário, os personagens e os fiéis leitores. É impossível não nos comovermos com a busca de Clay pelo seu filho Johnny, com a força e a coragem dos jovens Jordan e Alice, e com a capacidade de todos eles de se sacrificarem uns pelos outros.

O livro pode se tornar realmente apavorante se considerarmos a situação hipotética narrada por SK, de que todo o ocorrido foi obra de um atentado terrorista puramente tecnológico. Analisando por esse ponto, nos damos conta de que estamos suscetíveis a um acontecimento como esse a qualquer momento, já que o homem não tem limites na sua ganância e na busca por sempre mais.

SK consegue tornar real algo que nunca imaginaríamos, nunca nem mesmo sonharíamos. Fatos que consideramos impossíveis, absurdos, e que dizemos que nunca vão acontecer.

Mas não devemos nunca censurar nossa criatividade e nossa imaginação, e, pricipalmente, nunca esquecer que NADA é impossível.

Ciça

——————————————-

Passei uma semana louco de vontade de ir comprar o livro. Tinha o dinheiro para comprá-lo na quinta-feira, mas esperei até sábado, porque já tinha combinado com o Renan de irmos juntos à livraria. Não foi surpresa alguma que após chegar da livraria no sábado eu devorei rapidamente quase setenta páginas do livro em uma hora!

Dessa vez, o autor optou por abordar algo tão corriqueiro e tão popular que jamais pensaríamos no celular como algo negativo (não me refiro à conta no final do mês!). O que aconteceria se algum dia todas as pessoas que usassem celulares tivessem sua mente alterada e seus instintos se tornassem comandados por uma ameaça aparentemente invisível? Foi isso que aconteceu no dia 26 de outubro, às15h03. Clay vê uma cidade toda à sua frente ser destruída por causa dos celulares, as pessoas descontroladas agem estranhamente, matando umas as outras; junta-se a ele um homem que por pouco escapou da morte e uma garota cuja própria mãe tentou atacá-la. Formando um grupo, eles decidem ir em busca da mulher e filho de Clay e também procurar por um local seguro, onde não haja riscos.

É interessante a forma como o autor aborda o assunto, porque sempre vemos na TV assuntos sobre o perigo de usar em excesso os aparelhos celulares, mas definitivamente esse não é um dos melhores livros do autor. Começa bem, desenvolve bem e falha ao concluir, deixando o leitor com uma sensação de que leu 400 páginas à toa; algo como começar a ver um filme que trava nos minutos finais ou, numa comparação mais tosca, estar morrendo de fome, começar a comer, terminar a comida sem saciar seu desejo de comer. O que parece ser pior é ausência de algo que possa ser considerado um final; como a Ciça comentou comigo, é como se tivessem caído algumas páginas do livro.

Outro ponto negativo são os buracos na história. Não se sabe ao certo o que gerou o pulso que fez com que as pessoas passassem a agir loucamente, assim como não se sabe ao certo o que o tal “Homem Esfrangalhado” ou “Reitor de Harvard” é. Nas primeiras páginas, é citado que o evento daquele dia ficou conhecido como O PULSO, mas não entendi quem assim definiu. Acho que a história teria sido melhor se não houvesse a mistura de eventos paranormais com algo que pretende parecer real. Ou somente o problema com o pulso (gerador do caos) ou uma estória só com paranormalidade, espíritos e fantasmas, como O Cemitério Maldito. Enfim, aos fãs do autor, sugiro que leiam esse livro. Se você não é fã de SK, não leia. Se não é fã, mas quer ler algum livro de SK, comece por outro. A estória é interessante, há momentos que chegam a te abalar de agluma forma, você se envolve muito com cadapersonagem, mas o final me irritou e o fato de eu não saber exatamente o que significou aquilo e como terminou foi desagradável.

Luís

criado por Luís/Renan    18:47:43 — Arquivado em: Críticas Especiais, Livros

domingo, 6 de abril de 2008

O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA.

Para a crítica de hoje, chamamos um colega nosso que se interessou por participar dando a sua opinião a respeito do primeiro livro sobre o mundo de Nárnia. Decidimos chamar então o Rene, já que ele leu todos os contos e assim como nós, também gosta de livros e filmes.

——————————–

The Chronicles of Narnia: The Lion, The Witch and the Wardrobe, 1950.

—————————

Olá… Meu nome é Rene Filipe Spatti (adoro fazer apresentações, mas o espaço é curto e me contento apenas apresentando meu nome) O Luis me designou para fazer a critica das 7 histórias das crônicas de Nárnia pelo fato de Eu já tê-las lido… Adoro ler (tenho em casa uma pequena e modesta coleção composta por aproximadamente 60 dos melhores livros que se tem noticia) e agora experimento a sensação de criticar as obras… Mas, não estou aqui para falar de mim, logo, vamos às criticas:

Bem…. Quando vi o trailer do primeiro filme “as crônicas de Narnia” em 2005 logo fui a uma livraria comprar o Livro para lê-lo antes de assisti-lo. Uma das melhores coisas que fiz nesse ano.

A versão do livro que comprei é a obra toda em um único volume, e não segue a ordem original de publicação… A disposição dos contos apresentada por esse volume facilita a compreensão da historia, mas a ordem de produção dos filmes obviamente seguiu a de publicação… Sendo assim começaremos as criticas pelo conto lançado em 1950 (O leão, A Feiticeira e o Guarda-roupas). C.S. Lewis (autor de livro) tenta, através deste livro, levar às pessoas (principalmente crianças) de forma indireta a historia que conta o final do novo testamento da bíblia, para isso ele usa algumas representações como: O Guarda-roupas = a passagem para o mundo espiritual, A Feiticeira branca (Jadis) = A tentação do Homem (satanás), Aslam = o próprio Jesus cristo, a traição de Edmund = a traição de Judas Iscariotes, Peter = Pedro(da bíblia), Lucy e Susan (após a morte de Aslam) = as duas primeiras mulheres a verem Jesus ressuscitar,O ato de Aslam se entregar para salvar Edmund e a sua Morte = respectivamente: a redenção de Jesus e seu sacrifício, e por fim a ressurreição de Aslam = a ressurreição de cristo.

Contada de um modo emocionante e vivida por 4 crianças no período da segunda guerra mundial, a historia narra o momento em que estas crianças são obrigadas a deixar sua casa para ficar em uma mansão na área rural, longe dos bombardeios, e aí encontram uma passagem que as leva para um mundo cheio de mistérios e aventuras. Nesse mundo eles acabam sendo as peças-chave para acabar com uma guerra e um inverno rigoroso que dura 100 anos, viram reis e governam Narnia durante muitos anos, porem um dia em uma caçada eles encontram a passagem de volta e saem na sala do guarda-roupa, no mesmo momento em que tinham saído de lá a ultima vez já que o tempo em Narnia passa milhões de vezes mais rápido que nesse mundo. A historia é contada de um modo que prende o leitor ao livro e faz este ser levado junto e respirar os ares de Narnia. Vendo pelo ponto de vista religioso o livro é excelente já que conta o final do novo testamento de um jeito interessante e agradável.

Mas para pessoas que como Eu que não são ligadas à igreja é possível ler a obra completamente sem ver pelo lado religioso, tendo em mãos uma crônica que preserva todos os ideais dos contos de fadas começando inclusive com um saboroso “era uma vez…” e é recheado de criaturas fantásticas e reviravoltas colossais nos acontecimentos que fazem o leitor sentir-se tentado a ler contos como os dos Irmão Grimm.
Aqui está uma sugestão de livro para você ler… Só para marcar:  AS CRÔNICAS DE NARNIA: O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPAS.

Rene

———————————-

criado por Luís/Renan    23:33:03 — Arquivado em: Críticas Especiais, Livros

HARRY POTTER E A CÂMARA SECRETA

Para contribuir com o Blog e continuar a opinar sobre a saga do bruxo provavelmente mais famoso do mundo, Nivea vem mais uma vez aqui. Durante toda a série, como convidada especial, a Nivea vai colaborar conosco enviando as suas críticas sobre os livros.

————————————

Harry Potter and the Chamber of Secrets, 1998, 288 páginas.

——————————————————————————————–

“Harry Potter e a câmara secreta” é, na minha opinião,um dos livros mais engraçados da série. Não sei se alguém tem a mesma opinião que eu, mas dá até pra ficar com raiva do elfo doméstico Dobby.Quase matando Harry na tentativa de salvá-lo e adorando-o mesmo não podendo,a criatura consegue me tirar do sério.Mas eu sinto falta dele no 4º e 5º filme.Lógico que, quando li o livro,imaginei um elfo totalmente diferente do criado por Chris Columbus ( ou quem quer que tenha imaginado Dobby daquele jeito) ,diretor dos dois primeiros filmes.

Tem partes do livro que chegam a ser hilárias. Quando Harry diz para Duda que ele esqueceu a palavra “mágica” (por favor) e os tios quase morrem;quando Harry vai para A Toca e Gina não tem coragem nem de olhar para a cara dele e, só para citar mais um (o livro todo é cheio de partes cômicas),o dia dos namorados é de chorar de rir.Gina manda um cartão cantado e o anão que entrega fala “Arry Potter” .Eu já ouvi muitas pessoas falando desse jeito,então eu realmente achei muito engraçado.Pena que, para variar,essa cena não aparece no filme.

Voltando a falar das criaturas mágicas do filme,não se pode dizer que a Fênix é um animal lindo, e o basilisco se parece com tudo,menos com uma cobra.

Nivea

—————————————————————————————-

Como o Renan não demonstrou grande interessante por continuar a fazer críticas sobre a série Harry Potter, comentando sobre o primeiro livro, então eu darei continuidade às críticas que deveriam ser feitas por ele. Bom, quanto a esse livro, acredito que como a Nivea disse, este seja um dos livros mais divertidos da série, embora haja muito que equilibre o humor com o pesar.

Logo no começo, não há como não nos sentirmos felizes por Harry, que agora pode usar palavras mágicas falsas a fim de impedir os Dursley de atormentá-lo; ocorre, no entanto, acontecimentos estranhos, como o surgimento de Dobby, uma carta de repreensão e o fato e os tios e o primo de Harry terem descoberto que ele não pode usar magia fora de Hogwarts. Segue-se uma série de confusões, até que Harry chega à escola. E como se a situação já não tivesse sido complicada no começo, fica ainda mais quando pichações misteriosas surgem ao meso tempo em que alunos são atacados por um desconhecido que os petrifica e Harry é descoberto como ofidioglota.

Nesse segundo livro, começamos a entrar mais a fundo no mundo HP. Surgem conceitos que serão importantes para os próximos livros da série, como o que é um aborto, qual a história da fundação de Hogwarts, além de algumas descobertas citadas no primeiro livro da série e também nesse. Há a descoberta do porquê Hagrid foi expulso e há bastante aventuras, sendo que o trio de estudantes bruxos, Harry, Rony e Hermione, infringem inúmeram regras para realizar aquilo que querem a fim de descobrir a verdade. Interessante que Hermione se mostra realmente disposta a ajudar os amigos, mesmo que isso signifique enfrentar problemas potenciais, como roubar ingredientes do armário de Snape.

O que torna divertido esse livro é o grande mistério acerca do que ataca as pessoas; decididamente, um dos personagens mais irritantes é o novo professor de Desefa Contra as Artes das Trevas, que insiste em se mostrar superior, embora seja visível sua falta de capacidade para se fazer coerente, já que seus livros dizem que ele, Gilderoy Lockhart, é o aturo de atos heróicos, mas em sala de aula ele se mostra completamente incapacitado, além de perseguir Harry com insinuações ridículas de que o garoto quer atenção em demasia. Importante também atentar para os vários detalhes e “cenas” que o livro mostra, pois alguns são fundamentais para a compreensão dos próximos livros da série.

Sem dúvidas, é um livro recomendável! É quase desnecessário dizer isso, já que essa é uma das séries de maior repercussão e, embora eu seja contra modismos, devo admitir que Harry Potter realmente vale a pena. E conforme lemos um novo livro, a história fica cada vez mais interessantes e nós vamos cada vez mais a fundo dentro do mundo mágico.

Luís

criado por Luís/Renan    23:20:21 — Arquivado em: Críticas Especiais, Livros

domingo, 23 de março de 2008

A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS

Hoje, convidada especial no nosso blog: Joice, minha irmã  E juntos eu e ela (Renan e Joice) faremos uma critica do livro “A Menina que Roubava Livros”

—————————————————

The book thief - Marku Szusak,2007,  494 páginas.

——————————————————————

Entao galera, vim aqui (como Convidada especial, detalheee!)
fazer o comentario do livro “A menina que roubava livros”.

Cara, a verdade é que esse livro está além das palavras!

Fala sério, um livro escrito pela propria Morte?!
Só esse fato nos deixa com muitas expectativas, que aliás, são todas mais do que satisfeitas, potzz.. tem que ter uma imaginação de Jostien Garden mesmo =D
Se passando no ambito da 2º guerra mundial (e mostrando
a quem a guerra REALMENTE atingiu), esse livro trás risadas,
lágrimas e principalmente nos leva a refletir sobre TODOS os valores que julgavamos importantes até em tao.
Palavra de bandeirante: vale muito a pena ler. Afinal, essa é uma “daquelas” historias (e trás uma “daquelas” personagens) que Holywood dificilmente vai conseguir fazer igual.
Realmente, tenho que concordar que de vez em quando..
Os humanos me assombram. Principalmente quando conseguem criar historias assim, onde uma menina rouba livros para não perder de vista os próprios sonhos.

;*

Joice
_____________________________________________________________

Bom…eu considero esse o melhor livro que li ano passado (e na lista tava livros como Harry Potter e as Reliquias da Morte, A Cidade do Sol e etc.)

Acho que o ponto mais interessante do livro, não é a historia em si, mas como e por quem ela é contada.
O estilo de escrever é único, ele vai e vem com a historia com pequenas notas, e quem conta a história é a Morte, o que torna o livro mais excitante.

O livro é voltado para Liesel, uma garota que perde o irmão e a mãe a deixa aos cuidados de uma familia alemã e foge, por ser comunista. Tudo isso ná época de Hitler. Ela cresce e aprende a roubar em Himmel.
Quem ve assim pensa que é um caso parecido com Robbin Hood, mas não tem nada a ver, ela não rouba para vender e ter comida, ela rouba para seu conhecimento próprio e por que na maioria das vezes…deixam - a roubar.

O livro é foda =D
É altamente recomendado.

Renan

criado por Luís/Renan    17:34:08 — Arquivado em: Críticas Especiais, Livros

sexta-feira, 21 de março de 2008

HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL

Para fazer a crítica da série Harry Potter, Renan e eu optamos por chamar  alguém para nos acompanhar nos posts sobre o bruxo que faremos. Decidimos que eu não faria críticas dos livros que, apesar de já tê-los lido, não me recordo muito bem. Lembrei-me de uma fã incondicional de Harry, uma colega minha muito especial, que já leu todos os livros, assistiu todos os filmes e é capaz de dizer inúmeros detalhes a respeito da série que muitos leitores pouco reparariam. Nivea, que já leu e releu inúmeras vezes cada livro foi convidada para comentar aqui no nosso BLOG sobre o primeiro episódio da saga escrita pela britânica J.K. Rowling.

Harry Potter and the Philosopher’s Stone - J.K. Rowling, 1997, 263 páginas.

——————————————

Bom, minha história com Harry Potter é bem esquisita… primeiramente devo dizer que sou loucamente apaixonada pela série. Em segundo lugar, quando fui assistir à “Harry Potter e a Pedra Filosofal” no cinema, eu não gostei do filme. Na época eu não entendi nada. Felizmente, alguns dias depois eu ganhei esse livro. Até a página trinta ,mais ou menos, eu ainda não tinha mudado de opinião. Maaaasss depois que a história foi se desenrolando, eu amei!!!!

Sobre o filme, pode-se dizer a favor que é o mais bem adaptado em relação ao livro, provavelmente porque o primeiro livro é o menor de todos; ou porque o diretor não quis dar asas à própria imaginação. Ouso dizer que, ainda hoje, quando crianças lá com seus dez anos vão assistir o filme sem ler o livro, não entendem nada, assim como eu demorei para assimilar. Mas o filme tem seus atrativos: rostinhos bonitos (que ainda estavam aprendendo a atuar), efeitos especiais, e alguns montros para enfeitar. E lógico, não podemos esquecer que o Bem vence o Mal, o que já é suficiente para quem não entender todo o resto da trama.

Já o livro, é muito mais detalhado. Todos se encantam e alguns se identificam com o órfão maltratado pelos tios. A tentativa das cartas chegarem a Harry é um pouco maior do que a mostrada no filme; sem contar que Harry Potter demora praticamente 100 páginas para chegar a Hogwarts - o livro todo tem 263 páginas. É interessante pensar na pesquisa que J.K. Rowling fez. Por exemplo, Nicolau Flameu, o criador da pedra filosofal, realmente existiu. E o livro mencionado em “a pedra Filosofal”, Quadribol através dos séculos também existe e está a venda nas livrarias. J.K. apenas o publicou com um nome de autor fictício.
Não quero ser muito spoiler,porque tem gente que nunca leu o livro,só assistiu o filme.263 páginas não serão muitas pois a leitura será prazerosa; alguns pequenos detalhes,aos quais não damos atenção se mostrarão muito importantes para o final,que sempre é surpreendente.Eu já li o livro pelo menos umas quatro vezes.Se eu começar a ler de manhã,à noite já acabei.Mas se você for ler o livro,leia com calma e aprecie o estilo de Rowling.

Nivea

—————————–

O Primeiro livro da série mais bem sucedida de todas (pelo menos é o que eu acho).
Bom…o livro é muito bom, assim como todos os outros.

Nele, conhecemos Harry e sua vida medíocre, de acordar todo dia com sua “querida” tia, batendo na porta do armário da escada. Harry foi deixado ainda bebê na porta da casa de seus tios maternos, os Dursleys. Dez anos depois, coisas estranhas acontecem com ele, como o vidro do zoólogico, que guardava uma jibóia brasileira =D

Poucos dias antes do aniversario de Harry, começam chegar cartas endereçadas claramente a ele, com conteudo misteriosos, pois ele nao consegue le-las, mas quando seu tio Valter, as abre, decide logo tomar atitudes para que as cartas nao cheguem a Harry. No dia do aniversario de Harry eles, estao numa casa no meio do nada, dai derepente chega um gigante (Hagrid) avisando a ele que é um bruxo e tem uma vaga na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

Lá acontecem todas as primeiras aventuras dele, que tem consequências no último livro da série. Por isso leiam com atenção. Lá ele conehce seus futuros melhores amigos, Rony e Hermione, aprende a jogar quadribol, conhece seu arqui-rival Voldemort que matou seus pais, e etc.

Livro Foda!
Altamente recomendável.

Renan

criado por Luís/Renan    16:21:59 — Arquivado em: Críticas Especiais, Livros

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

A SOMBRA DO VENTO

Além de hoje ser um dia diferente, afinal, ele só existe a cada quatro anos, resolvemos fazer algo também diferente. Renan e eu decidimos convidar um colega nosso a postar uma crítica, como “convidado especial”. O Antonio estuda com a gente (SENAI) e compartilha conosco o mesmo gosto pela leitura e por filmes, sendo portanto uma pessoa adequada para uma participação no nosso BLOG. Agradecemos pelo interesse em compatilhar com os leitores do Blog Literatura e Cinema a sua opinião sobre o livro em questão.

—————————————————-

La Sombra Del Vento - Carlos Ruiz Zafón, 2006, 399 páginas.

———————————————————-

O livro trata, resumidamente, da história de um menino, Daniel Sempere, que ao esquecer do rosto de sua mãe, vai, junto com seu pai, conhecer o Cemitério dos Livros Esquecidos. Lá, existe um “ritual” de que a pessoa novata adota um livro e jamais poderá se esquecer do mesmo. Ao escolher, Daniel pega “A Sombra do Vento” e se fascina com a qualidade do texto e com o escritor. Logo, gostando da obra, quer conhecer outras, mas alguém vem as queimando, perdendo o rastro, assim, do autor Julián Carax. Ele corre atrás de toda história envolvendo o autor, se envolvendo até mais do que o esperado e sua vida parece caminhar para o mesmo rumo da do autor, desde a maneira dos acontecimentos amorosos aos mais importunos.

Sobre a história, devo admitir que é muito bem escrita, com palavras que exigem um conhecimento mais aprofundado da língua. Ela se desenvolve com linearidade, mas sempre há um momento de reflexão, de lembrança de um ato já descrito capítulos antes.

O final é surpreendente. Ao terminar de ler o “trecho” em que Nuria Monfort deixa um manuscrito explicando tudo a Daniel, você já tem todos os dados possíveis, como quem queima os livros (este chega a fazer contato com Daniel, exigindo que lhe entregue o livro, mas não o consegue. Se intitula Laín Coubert, que Daniel reconhece ser um personagem do livro de Julián), quem é o grande vilão da história e as causas disso tudo.

Spoiler: Quem queima os livros é o próprio Julián, ao descobrir que sua amada Penépole havia morrido com um filho dele (que nasceu natimorto), mas não chega a saber a verdade: que ela é sua irmã. O inspetor Fumero é quem trama todo o jogo. Quando adolescente, ele também a amava, mas viu Julián a beijando, o que causou um ódio profundo. Ele não havia capturado Julián ainda, mas esperava o momento certo, e ao descobrir que Daniel o estava procurando, tratou logo de se adiantar e fazer com que ele desenrolasse todo aquele novelo, chegando ao fim, no paradeiro do escritor. Fim do spoiler.

Uma obra fantástica, com muitos personagens, já que alguns contribuem para que a história seja revelada. Alguns detalhes que você achará ínfimo, como uma simples bala, serão lembrados mais adiante.
Há uma descrição com muita riqueza de detalhes, o que faz, às vezes, você reler e reler tentando visualizar como seriam os pequenos detalhes do ambiente. Como a história se passa em Barcelona, conhecemos muitas ruas e lugares. É uma leitura que se compõe de vários gêneros: romance, suspense e até situações que nos divertem. Ao passo que vamos aprofundando na história, queremos continuar a ler para ver o que acontece, por se tratar de mistérios sem solução.

Aspectos negativos: Alguns relatos escritos em itálico são enormes e eu, pessoalmente, não gosto desse tipo de letra.
Muitas coisas acontecem no mesmo dia, fazendo com que, ao final do capítulo, seja necessária uma recapitulação rápida dos fatos (ressalto que não são todos os dias em que se precise fazê-la).

Antonio

criado por Luís/Renan    12:54:00 — Arquivado em: Críticas Especiais
« Posts mais novos
Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://literaturaecinema.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.