terça-feira, 6 de outubro de 2009
O EXTERMINADOR DO FUTURO
The Terminator, 1984, 107 minutos. Ficção Científica.
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Há 25 anos surgiu uma das melhores sagas na minha opinião, que é a luta entre os humanos e os andróides e que, embora se iniciasse no ano de 2028, é em 1984 que está o momento crucial para a sobrevivência dos humanos. Arnold Schwarzenegger é o um exterminador que vem do futuro a fim de impedir que Sarah Connor tenha John Connor, o guerreira que liderá os sobreviventes do massacre das máquinas muitos anos depois. Na tentativa de ajudar a própria mãe, Connor manda o guerrilheiro Kyle Reese ao passado e juntos eles têm que fugir da perseguição imbatível do metálico e cruel exterminador.
Se assistirmos a esse filme hoje, perceberemos uma série de imperfeições; a maioria delas ficam extremamente visíveis quando olhamos o rosto desfigurado do exterminado, que, por ser um cyborg talvez, não tem um nome específico. Afirmo com segurança que a máscara facial usada para compor o rosto deformado dele é a mesma que foi usada em Poltergeist naquela cena ridícula, patética, esdrúxula e risível - permitam-me criar o termo gargalhável -, pois percebemos a maneira grosseira com que a máscara se sobrepõe à pele. Logicamente, há 25 anos, esse feito deveria ser extremamente eficiente para a época, na qual efeitos visuais deviam ser algo realmente surpreendente, por mais medíocre que seja. Porém, não quero subestimar a capacidade que o filme tem de transmitir ao espectador o tom de desespero presente ao longo do filme; percebemos isso com grande intensidade, não somente pelo enredo em si, mas também pelo tom escuro e deveras abandonado que a cidade tem. Logo nas cenas iniciais, pouco após o peladão Schwarzenegger espancar os rapazes por causa da roupa, vemos Kyle chegando e, num beco, começa já a ter problemas; aí já percebemos a diferença gritante entre um e outro: um andróide que não sente dor e forte como uma máquina, porque de fato é uma, e um humano comum, cuja função é manter viva uma pessoa.
Não se pode ser muito exagerado e dizer que a interpretação de Schwarzenegger é fabulosa, uma vez que, devido à limitação de fala e expressão do personagem, ele não poderia fazer diferente. Ele apenas fez o mínimo que podia fazer, tal como qualquer outro ator faria. Embora eu ache que Michael Biehn tenha bons momentos no filme, achei sua interpretação meio falha, parece que ele mesmo põe à prova, através de seus atos, a veracidade das suas afirmações. Linda Hamilton, um pouco tímida a princípio, se solta com o desenrolar do filme e nos mostra com maior densidade sua capacidade, ainda que esteja meio relutante, assim como seu parceiro Michael, em dar créditos à toda a história de viagens no tempo, batalha contra as máquinas, etc. Acredito realmente que os atores estavam se preparando para a sequência que viria 7 anos depois, em 1991; então, nessa primeira parte do que seria uma trilogia - recentemente ganhou a terceira sequência, quarto filme da série -, eles estavam apenas se aquecendo para o que viria a ser uma continuação hipnótica.
Há momentos questionáveis, como os peripaques de Kyle: o cara leva um tiro, fica caído e, enquanto o caminhão vem em direção ao carro capotado, no qual ele e Sarah estão, ele não consegue andar; dois segundos depois, não somente se levanta como corre sem parar. E isso se repete várias, nos permitindo perceber que tal recurso só é utilizado para prolongar as cenas de suspense, nos fazendo sentir aliviados por eles terem escapado com vida. Talvez na época isso fosse novidade, mas quem vê o filme hoje, de tão comum que isso é, acaba sabendo que eles certamente vão sair vivos. Se algo que eu realmente gostei no filme, foi o final, no qual vemos uma Sarah completamente diferente do começo; se antes ela estava receosa, depois se sente livre e disposta a enfrentar o que vier. É aí que tive certeza de que haveria uma saga e que o segundo filme seria muito melhor do que o primeiro.
Definitivamente, O Exterminador do Futuro é uma série que satisfaz os espectadores que querem ação, pois eles a têm do começo ao fim, com ótimas cenas. Também tem uma ótima premissa, que, embora um pouco idealizada na época, pode ser de fato real daqui a alguns anos. Logicamente, eu não poderia deixar de recomendá-lo, porque é um filme muito bom, do mesmo diretor que 13 anos depois dirigiria o também famoso Titanic. O Exterminador do Futuro vale a pena.
Luís
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É interessante vermos O Exterminador do Futuro, um filme de 1984, nos dias atuais, pois assim percebemos a diferença enorme das produções que requerem efeitos especiais dos anos 80 e as de hoje. Tentando não olhar o filme como alguém que já presenciou outras produções com efeitos especiais incríveis, percebo que O Exterminador do Futuro deve ter sido uma grande revolução para a época, pois usa de todos os recursos para fazer quem assiste acreditar em seu enredo.
Já por alguns nomes do filme podemos esperar algo de, no mínimo, interessante. James Cameron, o diretor, executa muito bem seu papel fazendo todas as categorias do filme se unirem para se fundirem em um só e levando ao telespectador a estória de uma máquina, que por fora se assemelha muito a um humano, que vem do futuro para o presente com a tarefa de executar uma mulher, que em seu futuro terá um filho, e esse filho será um revolucionário contra as máquinas. Junto com ele vem também um protetor com a missão de impedir que a máquina destrua o futuro da mãe do revolucionário, pois ele mesmo é parte do grupo contra as máquinas . Citei o diretor, pois alguns anos depois ele dirigiria um dos maiores fenômenos do cinema que ostenta até hoje, mais de 10 anos depois, a maior bilheteria mundial, Titanic. Temos também Arnold Schwarzenegger como a máquina que vem para acabar com tudo. Não sei avaliar sua interpretação, pois seu papel requer muito pouco de expressão facial e só requer uma voz robótica, o que é compreensível, levando em conta que ele é uma máquina. Tenho que dizer que sei praticamente nada dos outros atores; Linda Hamilton como interprete de Sarah Connor convence como uma mulher com medo por estar no meio dessa bagunça e cresce bastante no decorrer, pois no começo ela era muito água com açúcar. Já o Michael Biehn não convence tanto como herói do filme, de modo que torcemos para a máquina mata-lo.
Falando em matar, achei meio forçado o personagem de Schwarzenegger não morrer. Foram golpes e golpes passando por uma explosão de um caminhão que, aparentemente, tinha líquido inflamável, e mesmo assim, o vilão consegue sobreviver, só morrendo quando a mocinha o mata. Juro que tentei assisti-lo sem levar em conta os recursos da época e considerando-o um filme para o entretenimento, mas é difícil, por isso considero Exterminador do Futuro, um filme razoável para assistir com o pai, como foi o meu caso.
Renan

criado por Luís/Renan
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