quinta-feira, 3 de setembro de 2009
CSI: Crime Scene Investigation
1ª temporada, 22 episódios, exibido em 2000.
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Crime Scene Investigation é uma série dramática, com enfoque na rotina de um grupo de cientistas criminalistas de Las Vegas. Criada por Anthony Zuiker, estreou em outubro 2000 e tornou-se uma das séries mais apreciadas pelo público, por causa dos seus roteiros inteligentes. Muitos inclusive a consideram a melhor série policial sendo mostrada no momento. No Brasil, é exibido pelos canais AXN e Rede Record. Os personagens são os CSI’s (Crime Scene Investigators), investigadores da cena do crime; trabalham no cemitério, apelido que dão ao turno da noite. Normalmente, eles se dividem a fim de resolver o maior número de casos possÃveis; é comum dois casos serem mostrados por episódio, mas existem aqueles em que todos trabalham num único e aqueles em que há três casos sendo investigados. Os personagens são:
Gil Grissom: entomologista forense, especializado em insetos; consegue calcular a hora da morte considerando a evolução das larvas, etc. Supervisiona o turno da noite após a mudança de cargo de Brass. Não é muito hábil para lidar com as pessoas, por isso todos os membros da sua equipe o consideram muito frio e distante, já que é capaz de entregar-se completamente a um caso a fim de descobrir a verdade sem se envolver emocionalmente com as vÃtimas. É extremamente inteligente, cita grandes autores e filmes, conhece linguagem de sinais.
Catherine Willows: especialista em análise de sangue, é bacharel de Ciências em Tecnologia Médica e trabalhava como dançarina num clube para sustentar-se financeiramente. Tem uma filha com o ex-marido Eddie, que lhe caua vários problemas. Assim como Grissom, é uma CSI nÃvel 4. A personagem é baseada numa CSI real, chamada Yolanda McCleary. Tem um humor bastante irônico, mas se torna completamente agressiva quando o caso envolve crianças.
Nick Stokes: analista em fibras, formou-se em Justiça Criminal e conquistou o nÃvel 3 no primeiro episódio do programa. Ele se emociona com mais facilidade que os outros CSI’s e à s vezes tem uma quedinha por mulheres bonitas, mesmo que elas estejam envolvidas no caso. Tende a antipatizar rapidamente com o suspeito do crime.
Sara Sidle: CSI nÃvel 3, analisa de materiais e elementos, veio se juntar à equipe de Las Vegas após a morte de Holly Gribbs, uma CSI inexperiente; foi aluna de Grissom e, embora demonstre sentimentos para com as vÃtimas, se assemelha ao chefe. Estoura horas extras todos os meses, lê somente revistas forenses e a única rádio que ouve é a policial. Assim como Catherine, fica irritada com determinados crimes, principalmente se eles forem contra mulheres.
Warrick Brown: tal como Sarah e Nick, está no terceiro nÃvel e é formado em QuÃmica, embora sua especialidade sejam as análises audiovisuais. Viciado em jogo, quase perdeu seu emprego após deixar a inexperiente Holly Girbbs sozinha numa cena de crime, onde ela acabou baleada. É o favorito de Grissom, que sempre lhe dá uma nova oportunidade.
Capitão Jim Brass: era o supervisor da equipe, mas após reclamações a respeito da sua liderança e a morte de Gribbs, Brass foi rebaixado a HomicÃdios. Auxilia os CSI’s quando é necessário e sempre está junto da cena do crime.
Greg Sanders: formado em QuÃmica, é o rapaz que fica no laboratório, analisando as diversas amostras dos vários casos que ocorrem. É cheio de humor e sempre faz suspense antes de revelar as suas descobertas.
Alguns pensam que CSI somente aborda os temas policiais, mas certamente o aspecto humano é claramente mostrado. E isso não acontece somente por causa dos motivos que as pessoas cometem os crimes. O melhor da série é mostrar que todos cometem falhas e, à s vezes, ainda que se tenha um resultado satisfatório, ele pode ser insuficiente para provar a culpa de alguém; o assassino está livre para ir, então. Aqui quero abrir um parêntese para explicar o porquê gosto tanto dessa série: se a compararmos com outra série policial, como Cold Case (Arquivo Morto), perceberemos uma sequência de discrepâncias quanto à abordagem. Em CSI os investigadores encontram material genético, fibras de tecido, amostras e provas de que o suspeito estava na cena do crime e é o assassino, mas ainda assim há momentos em que eles o perdem, não conseguem incriminá-lo. No outro seriado, a detetive Lilian Rush sempre é capaz de incriminar alguém, no entanto eles nunca conseguem provas realmente contundentes, apenas interrogam os suspeitos. Agora uma pergunta: qual dos dois é mais real? Não estou dizendo que eu não gosto de Cold Case, proque eu realmente gosto, mas eles forçam a barra, coisa que, raras vezes, CSI faz. Fecho parêntese. O espectador consegue construir uma linha extremamente clara a respeito das caracterÃsticas dos personagens principais, os investigadores. Embora devam ser extremamente impessoais, algumas vezes se descontrolam, deixando os sentimentos influenciarem em suas teorias. Até mesmo o Gruesome Grissom deixou-se descontrolar duas vezes ao longo da primeira temporada: no episódio quinto, Friends and Lovers, e no décimo oitavo episódio, Gentle, Gentle.
Acima, como eu disse, à s vezes o assassino não pode ser preso e acaba fugindo, por meios legais ou ilegais. Nessa primeira temporada, já somos apresentados a um dos mais inteligentes serial killers, que cria supostos suicÃdios usando homens de meia-idade; não somente pôs o laboratório todo atrás dele como ainda conseguiu enganar a geniosidade de Grissom, o que claramente o desconsertou diante de sua equipe. Não tenho dúvidas de que ele retornará na próxima temporada ou numa das próximas para terminar o seu serviço, já que deixou a equipe de sobreaviso. Embora já tenha sido presa no episódio em que apareceu, uma das mais célebres assassinas deixou a equipe em choque e os espectadores terminam de ver o episódio com o queixo caÃdo; a frieza com a qual mata suas vÃtimas e os motivos por trás das mortes são no mÃnimo assombrosos, isso sem considerar a personalidade extremamente marcante da personagem, que parece gongelar a todos toda vez que entra em cena. Nem todo crime, porém, tem um criminoso e nem todo episódio termina com o sucesso de que mais uma missão foi cumprida: à s vezes, as pequenas coincidências resultam em grandes falhas e, como um jogo de dominó, quando as peças estão dispostas a fim de que uma derrube a outra, tudo acaba resultando num outro crime, desta vez dantesco. Entenderão isso quando assistirem ao episódio de número 4, chamado Pledging Mr. Johnson. Na minha opinião, CSI é muito mais do que um seriado, mas também é uma grande aula de Ciências - garanto que nenhum professor te entreteve tanto falando sobre bichos e sangue! - e nos apresenta aos mais variados comportamentos humanos quanto à s doenças psicológicas. Como se tudo isso não bastasse, ainda há aqueles momentos de intertextualidade e citação; logo no primeiro episódio, Grissom faz uma excelente - e muito coerente - citação ao filme O Exorcista. Ao longo da série, outros filmes são comentados, como Uma Linda Mulher. Certos toques de humor acrescetam charme à s cenas, como as referências a Shakespeare, Pascal, Celine Dion, etc. Eu queria fazer um “Top 3″ sobre os criminosos, mas seria spoiler demais. Então, vai um “Top 3″ dos episódios:
1º lugar - Gentle, Gentle: um caso de sequestro de um bebê de uma das famÃlias mais ricas de Vegas coloca toda a equipe na investigação; aos poucos, as evidências começam a indicar fraude e aponta
2º lugar - Justice is Served: um homem é atacado no parque por um cão que, coincidentemente, lhe arranca cirurgicamente órgãos vitais. Grissom, Warrick e Nick começam a procurar por algum médico que se responsabilize pelos atos; enquanto isso, Catherine e Sara investigam a morte de uma menina num parque de diversões. Desta vez, é Catherine quem se exalta, abalando-se emocionalmente.
3º lugar - Face Lift: um homem é encontrado morta numa loja e o cofre está arrombado; os CSIs descobrem tratar-se de uma simulação de roubo e relacionam o morto com uma vÃtima de um sequestro que aconteceu há 21 anos. Aos poucos, porém, as vÃtimas se tornam suspeitas, os suspeitos se tornam inocentes e os inocentes viram criminosos. O final pessimista, com todo o aspecto aventureiro que deram a ele, merece uma posição entre os três melhores.
Não posso deixar de comentar sobre os personagens que retornam à série, como a antropologista forense Terri Miller, que consegue abalar os sentimentos do distante Grissom; não somente a personagem agrada os espectadores pela sua personalidade como também impressiona pela beleza da atriz que, já madura, traz um ar de vida ao aspecto sombrio do cemitério; Kristy e Paul Millander, presentes no primeiro episódio, retornam mais vezes, aparecendo em outros episódios e sendo frutos de novas investigações. Não posso deixar de dizer que os primeiros episódios são meio fracos, na minha opinião. Somente o envolvimento de Holly Gribbs deixam os dois primeiros episódios mais densos; a partir daÃ, porém, os outros são realmente bons e valem a pena. O episódio final, que demonstra bem o quão longe pode ir as desavenças que Grissom cria com o xerife, nos faz perceber quanto um solucionamento pode ser influenciado pela polÃtica. Mas esse episódio principalmente nos coloca junto com os membros da equipe num grand finale, que nos fazer esperar ansiosamente pela próxima temporada. Estamos cheios de perguntas: os assassinos não punidos serão finalmente pegos? O assassino que simula homicÃdios vai continuar a agir? Os problemas de Cathetine com o ex-marido vão desaparecer enquanto um romance entre Grissom e Terri vai acontecer? Esperemos para ver, então.
“Natureza humana. Sempre cobiçamos aquilo que não podemos ter” - episódio Table Stakes.
LuÃs

criado por LuÃs/Renan
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