sábado, 10 de outubro de 2009
RESIDENT EVIL - O HÓSPEDE MALDITO
Clique aqui para ver o trailer do filme.
Resident Evil, 2002, 100 minutos. Terror.
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Acredito que Resident Evil seja um dos melhores filmes para entretenimento, pois agrada aos fãs de zumbis, aos fãs de ação e ainda aos fãs do famoso videogame no qual o filme foi inspirado. Para aqueles que não conhecem o filme e nutrem uma pré-opinião negativa acerca dele ou nunca tiveram a oportunidade de saber quem é o elenco, aqui vai uma rápida informação: Milla Jovovich, de O Quinto Elemento e Ultravioleta (que foi lançado bem depois desse), e Michelle Rodriguez, que se tornaria mais conhecida ao interpretar a personagem Ana-Lucia, de LOST, lideram os atores que dão vida ao jogo criado para PlayStations, lançado pela primeira vez em 1996.
Um vírus altamente contagioso é liberado na Colméia, um centro de pesquisas e trabalho localizado a cerca de 800 metros no subsolo da cidade de Racoon City. Como medida preventina, a Rainha Vermelha lacra todo o espaço, impedindo que os que lá trabalham saiam e possam contaminar outras pessoas. Um grupo de agentes precisa ir até lá para descobrir o que desencadeou toda a chacina; para chegar no subsolo, utilizam a entrada de emergência, que é uma mansão afastada da cidade. Junto com eles, vão os dois seguranças, que se passavam por donos da mansão a fim de protegê-la e um policial, que estava lá no momento da invasão à mansão.
Os fãs do game podem achar estranho a história, porque provavelmente não se lembrarão dela. O que é narrado no filme acontece antes do início do jogo, sendo a cena final do filme a cena inicial nos videogames. Eu nunca fui fã desse jogo, especificamente. Eu me entretia muito mais ao passar horas jogando Mortal Kombat, até chegar ao topo da torre e lutar contra o Shao Kan. Porém, eu realmente gosto bastante desse filme, pois, como eu disse, reúne os requesitos para agradar aos mais variados tipos de espectadores. Desde o princípio já somos apresentados a catastrófica ação que ocorre na Colméia e logo em seguidas já vemos a reação ocorrendo em cima, na mansão. O ponto mais positivo do filme é a sua agilidade, o que permite um grande número de cenas de ação sem que estas se caiam na repetição e acabem amontoando o filme com muitos pulos e gritos. Não há também com negar uma certa criatividade, pois há muitas cenas ali que impressionam o espectador não somente pelo que representam, mas também pela maneira diferente como foram feitas. Para exermplificar, cães nunca foram tão assustadores quanto nesse filme. Nem mesmo Cujo, de Stephen King, ou aquele rotweiller de aço conseguiram durante uma produção toda nos assustar tanto quanto aqueles cães descarnados conseguem em três minutos de cena. O que dizer, então, daquela linha azul que simplesmente atravessa uma pessoa - e posteriormente a linha se transforma numa rede -, destruindo-a de maneira bastante eficiente?
Milla Jovovich e Michelle Rodriguez, as duas atrizes conhecidas do grande público, estão a frente do elenco e fazem um excelente trabalho. Rodriguez, intérprete de Rain, tem grande destaque durante o filme, como a durona agente que nunca está para brincadeira. [SPOILER] Curiosamente, a personagem dela é a primeira a ser contaminada - e ao longo do filme ainda leva outras cinco mordidas -, no entanto é a que chega mais próximo de uma possível salvação. Desde o começo, porém, já sabemos qual será o fim de sua personagem, afinal, embora eu tenha dito que o filme é criativo, não pode fugir de algumas regras básicas, como levou-mordida-vira-zumbi. [FIM DO SPOILER] Já Milla Jovovich, de cuja personagem desconhecemos o nome, consegue ministrar bem o drama e a ação, sem se deixar desequilibrar, e isso, somado às diversas outras boas características do filme, faz de Resident Evil uma obra muito interessante. A trilha sonora é bem útil, pois dá a entonação certa a algumas cenas. Há, todavia, um pequeno defeito que me deixou pensativo: em 2002, após a realização dos bons - pelo menos em efeitos especiais - Matrix e Blade, como puderam criar um monstro computadorizado tão falso quanto aquele que vimos durante o filme? Logicamente poderiam ter tentado deixá-lo mais real. Por “real”, eu quero dizer que poderiam tê-lo feito de maneira que aparentasse realmente que ele estava presente em cena; como dificilmente conseguirei explicar, vou exemplificar sugerindo que vocês se lembrem daquelas famosas cenas do seriado Chaves em que a Chiquinha e a Dona Neves estavam presentes no mesmo cenário. A criatura fica mais ou menos assim em relação aos atores…
Resident Evil é um filme que vale a pena ser visto. Posso caracterizá-lo como o típico filme feito para uma única produção, pois ao final da obra, vemos tudo de maneira tão apocalíptica, que, embora queiramos conhecer os momentos seguintes àqueles que vemos, desejamos não saber a maneira como esses momentos são conduzidos. Se o primeiro filme é válido, o seguinte assume um tom mais sombrio e diferente e o terceiro quase vira X-Men, tamanho o absurdo dos acréscimos que fizeram à história. Assim, com a última cena de RE, temos a certeza de que a hora e quarenta minutos que gastamos em frente à TV valeu a pena.
Luís
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Não sou muito fã de filmes com zumbis, pois, mesmo tendo assistindo pouquíssimos filmes do gênero, logo percebi que tudo é mais ou menos a mesma coisa. Tenho que admitir também que Resident Evil foi uma agradável surpresa, porque achei que odiaria o filme. Não que esteja entre meus filmes favoritos, mas também está longe de ser um filme ruim, diria que está acima da média. Alego ainda minha ignorância sobre o jogo no qual o filme é baseado.
O ponto mais favorável ao filme é a premissa do vírus. Há uma explicação. O filme não começa com zumbis andando na cidade sem mais nem menos como se eles tivessem surgido do nada. Nas primeiras cenas há a explicação de que uma substância foi solta propositalmente em uma empresa matando (a primeira vista) todos os funcionários. Já nesse começo vemos cenas muito interessantes como a mulher sendo decapitada quando tentava escapar do elevador. Mais tarde, quando uma equipe vai investigar o que aconteceu na colméia (esse é o nome que eles dão à base que fica no subsolo), eles descobrem que o vírus tornou os funcionários em zumbis.
Não sei muito que dizer sobre as atuações. Quando lia sobre esse filme sempre vi as pessoas tratando Milla Jovovich praticamente como uma deusa. Não achei tudo isso. Claro que ela é a melhor atriz ali, mas acho que isso pode ser explicado pela ausência de tempo que os outros personagens têm em cena, pois logo eles estão morrendo, virando zumbis ou esquecidos em um canto. Outra surpresa que tive foi ver Michelle Rodriguez que interpreta a Ana-Lucia de Lost, mas uma vez como uma policial arrogante. Depois de um tempo de filme decorrido comecei a ver que provavelmente ela só fará esse tipo de papel: a policial quase masculinizada que se acha superior aos outros. Ouso a compará-la com a Daniele Winits que, em suas participações nas novelas, sempre acaba fazendo a gostosa burra. Não que eu ache que isso seja incapacidade das atrizes, é apenas um fato. Divagações à parte, outra coisa legal são algumas cenas, e tenho que citar aqui a melhor cena do filme na minha opinião (mesmo que o Luis diga que ela é estranha) que é aquela dos raios lasers pois achei-a muito criativa, original e bem desenvolvida. Há outros pontos que ajudam no filme como o figurino (que permanece o mesmo durante 90% do longa), principalmente quando a maioria está de preto e a personagem de Milla com um vestido vermelho; o espaço onde ocorre a maioria das cena e a fotografia que é bem escura combinando com o clima.
Há também um ponto que achei meio forçado . Aquele bicho que os persegue no trem me pareceu meio desnecessário ali, pois eles bem que podiam ter posto mais zumbis escondidos no trem; mas fora isso, como disse acima, o filme se revela bom para as horas que não se requer muito conteúdo. Um bom filme para assistir com os colegas.
Renan

criado por Luís/Renan
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